O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam Ghadiri, concedeu entrevista à Agência Brasil nesta segunda-feira (30) sobre a escalada de tensões entre Teerã, Estados Unidos e Israel.
Na conversa, foram abordadas as negociações com os EUA e episódios recentes de confronto. Em junho de 2025, negociações mediadas por Omã ocorreram em meio a um episódio de hostilidades que durou 12 dias e interrompeu o diálogo entre as partes, segundo o relato à imprensa.
O governo dos Estados Unidos, por meio do presidente Donald Trump, renovou advertências sobre a possibilidade de ataques a infraestruturas de energia e petróleo caso o Irã não reabra o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo.
O contexto inclui também alegações de ataques a instalações acadêmicas e a cientistas iranianos, tema amplamente citado na cobertura do conflito. Historicamente, o país enfrentou uma guerra de oito anos contra o Iraque (1980–1988) e, desde a Revolução Islâmica de 1979, lida com sanções e pressões externas.
A estrutura política iraniana mantém, além dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o Conselho dos Guardiões, composto por 12 membros — seis indicados pelo líder supremo e seis escolhidos pelo Parlamento.
O conflito envolve grupos e atores regionais, com reflexos nos países vizinhos e na segurança marítima. A situação interna no Irã também registra manifestações públicas e mobilização social desde o início das hostilidades, segundo relatos divulgados durante a entrevista.
A entrevista do embaixador tratou ainda das relações com aliados regionais e das implicações dos ataques sobre infraestrutura e pesquisa científica, temas que seguem sob acompanhamento da comunidade internacional.




