A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) informou que prepara uma nova ordem operacional para o Golfo Pérsico e pretende instituir regras próprias para a passagem pelo Estreito de Ormuz, em coordenação com Omã e sem a intervenção de potências externas.
O Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo e do gás mundial, está, segundo Teerã, fechado desde o início das operações militares envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã. As autoridades iranianas dizem permitir apenas a passagem de navios autorizados por Teerã.
No domingo (5), o presidente dos EUA, Donald Trump, deu um ultimato para a reabertura do Estreito até terça-feira (7), ameaçando retaliação caso o prazo não seja cumprido.
Circula também um documento de 15 pontos atribuído à administração Trump que, segundo relatos, inclui exigências como o fim do programa nuclear iraniano de uso civil e o desmantelamento do programa balístico do país. O governo iraniano rejeitou essas propostas e apresentou contrapartidas, entre elas compensação financeira por danos causados pelos ataques, a retirada definitiva de bases militares norte-americanas da região e o encerramento total do conflito, contemplando ainda as frentes de combate no Líbano e na Faixa de Gaza.
A IRGC anunciou uma nova fase de ataques contra alvos vinculados a Israel e aos EUA no Oriente Médio, identificada como a 98ª onda de operações. Entre os alvos relatados estão um navio porta-contêineres e instalações consideradas estratégicas em cidades israelenses, entre elas Tel Aviv, Haifa, Be’er Sheva e Bat Hafer. As Forças iranianas afirmaram que responderão a eventuais ataques contra alvos civis com ações contra interesses do inimigo na região.
Além disso, o Irã confirmou o assassinato do chefe de inteligência da IRGC, brigadeiro-general Seyed Majid Khademi, em um ataque aéreo israelense em Teerã. As autoridades iranianas ainda não divulgaram detalhes adicionais sobre o incidente.




