33.7 C
Dourados
terça-feira, abril 7, 2026

Irã ataca instalações petroquímicas na Arábia Saudita

Uma nova escalada do conflito envolvendo Israel, Irã e Estados Unidos atingiu instalações petroquímicas e ameaça agravar a crise no mercado global de energia.

Segundo relatos, Israel atacou duas vezes um dos principais complexos petroquímicos do Irã. Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) anunciou suspensão de restrições que vinha adotando e avisou que ampliará a seleção de alvos para retaliações.

Autoridades israelenses informaram ainda a intenção de bombardear linhas férreas no Irã. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou um ultimato contra Teerã e fez menção a potenciais ações que caracterizaria como crimes de guerra em grande escala contra o país.

Os ataques israelenses atingiram o complexo petroquímico de Shiraz, conhecido pela produção de fertilizantes. Tel Aviv afirmou que parte das instalações poderia ser usada para produzir ácido nítrico, um insumo para explosivos. Outra unidade atacada fica na província de Bushehr; a Companhia Nacional de Petroquímica do Irã (NPC) iniciou investigação sobre a extensão dos danos.

Fontes anônimas do Exército dos EUA disseram à imprensa que forças americanas atacaram a ilha de Khang, onde o Irã concentra cerca de 90% de suas exportações de petróleo e gás. O governo iraniano não confirmou esses relatos.

Como retaliação, o Irã informou ter bombardeado o complexo petroquímico de Jubail, na Arábia Saudita, considerado um dos maiores centros petroquímicos do mundo. A IRGC também declarou ataques a outro polo saudita em Ju’aymah, atribuído à Chevron Phillips, e afirmou ter atingido um navio porta-contêineres ligado a Israel no porto de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos.

Riyadh não se pronunciou sobre os ataques ou sobre eventual extensão dos danos. A Guarda Revolucionária afirmou que instalações que contam com participação de empresas estadunidenses, como Sadara, ExxonMobil e Dow Chemical, fazem parte dos alvos por estarem associadas aos interesses dos EUA na região.

As ações relatadas nesta terça-feira correspondem à 99ª onda de ataques do Irã desde o início das hostilidades, em 28 de fevereiro.

Quanto às vítimas, a Agência de Direitos Humanos do Irã (HRANA), ligada a ativistas opositores, registrou pelo menos 109 mortos no período de 24 horas encerrado na segunda-feira (6). A entidade reportou 573 ataques em 20 províncias nas últimas 24 horas e, desde 28 de fevereiro, contabiliza cerca de 1,6 mil civis mortos — entre eles 248 crianças — além de aproximadamente 1,2 mil militares iranianos. Outros 711 óbitos ainda não foram classificados entre civis e militares.

OUTRAS NOTÍCIAS

SUS capacita profissionais para ampliar oferta de implantes hormonais

O Ministério da Saúde iniciou a segunda etapa de oficinas presenciais para capacitar profissionais na inserção do implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel (Implanon)...

REDES SOCIAIS

6,757FãsCurtir
126SeguidoresSeguir
6,890InscritosInscrever
spot_img

VÍDEOS