O Brasil assumiu nesta quinta-feira (9) a presidência rotativa da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), aliança composta por 24 países, a maioria africanos. A cerimônia de abertura ocorreu na Escola Naval, na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.
A Zopacas reúne Brasil, Argentina e Uruguai, além de 21 nações da costa oeste africana, do Senegal à África do Sul, incluindo Cabo Verde. A presidência brasileira terá duração de três anos, sucedendo Cabo Verde.
Criada em 1986 no âmbito da Organização das Nações Unidas, a Zopacas tem como objetivos centrais manter as duas margens do Atlântico Sul livres de armas nucleares e de destruição em massa. O grupo também atua em temas de segurança marítima — como combate ao tráfico de drogas por embarcações, pirataria e pesca ilegal — e em questões ambientais e de desenvolvimento.
O Ministério das Relações Exteriores destacou que a zona de paz e cooperação é prioridade da política externa brasileira. Está prevista para o encerramento do encontro a assinatura da Convenção para a Proteção do Meio Ambiente Marinho no Atlântico Sul, instrumento que estabelece medidas de prevenção, redução e controle de danos ao oceano.
O governo brasileiro informou ainda a intenção de submeter à Comissão Internacional da Baleia, ainda este ano, a proposta de criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul.
Geograficamente, o Brasil possui o maior litoral banhado pelo Atlântico Sul, com cerca de 10,9 mil quilômetros, incluindo reentrâncias como baías. No lado africano, as maiores extensões pertencem a Angola e Namíbia.
Na área de cooperação, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Itamaraty, atua com um portfólio de projetos voltados ao combate à fome, ao desenvolvimento econômico e ao avanço de tecnologias agrícolas. Entre as iniciativas estão ações de redução da pobreza, alimentação escolar, apoio à agricultura familiar e cooperativismo, construção de cisternas, formação profissional e suporte a micro e pequenas empresas em parceria com o Sebrae. Esses programas podem ser oferecidos de forma voluntária aos países interessados e adaptados às prioridades por eles definidas.




