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sexta-feira, abril 17, 2026

Com apoio da Fundect, Programa Centelha transforma ideia inovadora em empresa rentável

Uma iniciativa criada a partir de pesquisa acadêmica transformou-se em empresa e se tornou exemplo de como recursos públicos podem converter ciência em negócio. A Selkis Biotech, com sede em Mato Grosso do Sul, foi uma das selecionadas pelo Programa Centelha 2 – MS e atua na produção de peptídeos sintéticos, utilizados em pesquisas biomédicas, desenvolvimento de medicamentos, vacinas e outras aplicações científicas.

A empresa teve origem no acúmulo de conhecimento do pesquisador Ludovico Migliolo em síntese de peptídeos. A formação de recursos humanos na área e a dificuldade de absorção desses profissionais pelo mercado contribuíram para a decisão de criar a companhia.

Com o apoio financeiro do Programa Centelha, a Selkis estruturou sua operação em Mato Grosso do Sul e iniciou a produção local de peptídeos. A equipe da empresa reúne pesquisadores em diferentes níveis de formação, o que permite trabalho multidisciplinar e tomada de decisões com base em evidências.

A unidade mantém estoque de reagentes, resinas e aminoácidos que possibilita realizar todo o processo produtivo — desde a síntese até a purificação e validação — assegurando alto grau de pureza nas moléculas produzidas. O recurso do Centelha foi determinante para reduzir riscos iniciais e viabilizar a transição da pesquisa para o mercado.

Centelha 3

A terceira edição do programa será lançada em 27 de março de 2026. O Centelha 3 visa apoiar ideias inovadoras em fases iniciais, especialmente nos estágios de ideação e prototipação, quando os projetos enfrentam maiores riscos tecnológicos e de mercado.

A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Finep, em parceria com CNPq, Confap e Fundação CERTI. Em Mato Grosso do Sul, o programa é executado pela Fundect, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

O edital prevê a seleção de até 47 propostas, conforme disponibilidade orçamentária. Cada projeto poderá receber até R$ 89,6 mil em subvenção econômica não reembolsável, além de até R$ 45,5 mil em bolsas de Fomento Tecnológico e Extensão Inovadora concedidas pelo CNPq. O investimento total previsto para esta edição é de R$ 6,3 milhões.

Podem participar pessoas físicas — inventores, pesquisadores, professores e empreendedores — e empresas nascentes com até 12 meses de existência. Todas as propostas devem ser submetidas por pessoa física; os selecionados deverão constituir empresa com CNPJ em Mato Grosso do Sul para acessar os benefícios.

As inscrições estarão abertas de 27 de março a 11 de maio de 2026, por meio do sistema Sigfundect da Fundect. Nas duas edições anteriores em Mato Grosso do Sul foram selecionadas 79 startups, que receberam mais de R$ 5,9 milhões em investimentos. Ao todo, 809 ideias foram submetidas nas edições anteriores; a meta para o terceiro ciclo é alcançar mil inscrições.

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