A agência Tasnim, vinculada ao Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) do Irã, advertiu que a manutenção do bloqueio naval dos Estados Unidos pode levar ao novo fechamento do Estreito de Ormuz, afetando cerca de 20% da produção petrolífera mundial.
Segundo autoridades iranianas, a presença de navios de guerra norte-americanos na região configura violação do acordo de cessar-fogo e representa risco às exportações e importações do país. Em resposta, as forças iranianas condicionam a reabertura do estreito ao fim do bloqueio naval.
Navios dos EUA estão posicionados no Oceano Índico a uma distância do Estreito de Ormuz que, segundo relatos, lhes permitiria interceptar eventuais ataques vindos do Irã. O governo norte-americano anunciou a imposição do bloqueio contra portos iranianos após o fracasso de negociações de paz realizadas no Paquistão no fim de semana.
Além do término do bloqueio, o Irã estabeleceu outras exigências para liberar o tráfego no Estreito de Ormuz: proibição da passagem de navios militares e de carga oriundos de países considerados hostis; trânsito restrito às rotas designadas por Teerã; e coordenação das operações pelo CGRI. A cessação dos ataques israelenses ao Líbano também foi apresentada como condição importante para a reabertura.
A eficácia do bloqueio americano é contestada. A empresa de monitoramento marítimo Kpler informou à agência France-Presse (AFP) que três petroleiros iranianos carregando, ao todo, 5 milhões de barris de petróleo bruto deixaram o Golfo Pérsico e transitaram pelo Estreito de Ormuz apesar das medidas dos EUA.




