O Itaú Unibanco informou nesta quarta-feira (15) que uma de suas subsidiárias firmou um compromisso para adquirir ativos do Banco de Brasília (BRB). O comunicado foi assinado pelo diretor de Relações com Investidores do banco.
O banco afirmou ainda que, segundo seus critérios, os valores envolvidos são considerados imateriais para a companhia e, por isso, a operação não se enquadra como fato relevante para fins legais. A instituição não divulgou quantias nem detalhes do acordo.
A nota do Itaú foi divulgada em resposta a questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a respeito de reportagem do Correio Braziliense. A matéria informou que o mercado vinha avaliando negociações envolvendo carteiras do BRB entre diferentes instituições.
Crise no BRB
O BRB enfrenta problemas decorrentes da compra de carteiras do Banco Master, operação que levou a forte deterioração patrimonial. A instituição comunicou a necessidade de provisionar cerca de R$ 8,8 bilhões; entretanto, uma auditoria forense independente apontou necessidade de provisões na ordem de R$ 13 bilhões.
O banco também informou que os ativos do Master considerados saudáveis foram avaliados em R$ 21,9 bilhões.
No último dia 10, o governo do Distrito Federal anunciou que um fundo de investimentos apresentou proposta de R$ 15 bilhões para adquirir parte dos ativos do Banco Master incorporados pelo BRB. Segundo o GDF, a negociação aguarda aval técnico e regulatório do Banco Central e não envolveria uso de recursos públicos nem comprometeria o caixa do banco, tratando-se de uma medida para preservar os interesses do Distrito Federal.




