Professores, pais, sindicatos e parlamentares realizaram, neste sábado (18), um ato na Praça Roosevelt, em São Paulo, contra a utilização da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Patrícia Galvão (Pagu) como locação para gravações de um filme da produtora Brasil Paralelo.
A obra, intitulada Pedagogia do Abandono, ainda não foi lançada. Segundo a prefeitura, imagens internas da escola foram registradas com autorização municipal.
A diretora da EMEI divulgou uma carta nas redes sociais afirmando que a direção da unidade foi informada sobre a produção apenas na véspera das filmagens e que um termo de anuência identificava a Brasil Paralelo como responsável pelas gravações. A gestora não concedeu entrevistas.
A Brasil Paralelo é identificada como produtora de conteúdo alinhado à extrema-direita. Em outro processo, relativo ao filme A Investigação Paralela: o Caso Maria da Penha, o Ministério Público do Ceará aceitou denúncia e tornou dois colaboradores da produtora réus por suspeita de participação em campanha de ódio contra Maria da Penha.
A Spcine informou ter recebido o pedido de filmagem e, após análise técnica da SP Film Commission, autorizado as gravações. De acordo com o órgão, o procedimento segue padrão adotado em todos os pedidos de filmagem; até o momento, foram registradas 253 solicitações em 2026 e, no ano anterior, mais de mil gravações foram autorizadas. A checagem de aspectos legais, incluindo uso de imagem e participação de menores, é, segundo a Spcine, responsabilidade dos produtores.
A Agência Brasil procurou a Brasil Paralelo, que não havia retornado o contato até a publicação desta reportagem.




