Em alusão ao Dia Mundial da Hemofilia (17 de abril), o Hemosul realizou, no dia 13, um encontro que reuniu especialistas, pacientes e familiares para debater avanços no tratamento, desafios e a ampliação do acesso à informação. A programação terá continuidade em 16 de abril, com uma capacitação online direcionada a profissionais da saúde e estudantes, com certificação de duas horas.
No Brasil, o atendimento a pessoas com hemofilia tem apresentado evolução, com a incorporação de novas terapias e maior cobertura dos tratamentos. Em Mato Grosso do Sul, o atendimento é centralizado na Rede Hemosul, que conta com ambulatório especializado e distribuição de medicamentos em todo o estado, permitindo o atendimento de pacientes da capital e do interior.
A hemofilia é, em sua forma mais comum, uma condição genética de caráter ligado ao cromossomo X, presente desde o nascimento, e ocasiona deficiência nos fatores de coagulação, com aumento do risco de sangramentos. Casos adquiridos da doença são raros. Sem reposição dos fatores, o sangramento pode provocar danos significativos, especialmente em articulações e músculos.
Os tratamentos têm se tornado menos invasivos com o desenvolvimento de medicamentos administrados por via subcutânea, reduzindo a necessidade de punções venosas e facilitando o manejo, sobretudo em crianças. Um dos exemplos recentes é o emicizumabe, que foi incorporado ao SUS e disponibilizado para pacientes na faixa etária indicada pelas normas de incorporação, ampliando as opções terapêuticas no sistema público. Pesquisas continuam em andamento para levar abordagens semelhantes a pacientes com hemofilia B.
O encontro também teve caráter formativo, com apresentação de protocolos atualizados e ações voltadas ao esclarecimento de dúvidas, com o objetivo de fortalecer o diagnóstico precoce e qualificar o atendimento a pessoas com hemofilia e outras coagulopatias na rede pública. As inscrições para a capacitação online seguem abertas pelo Hemosul.




