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quinta-feira, abril 30, 2026

Plano de transição energética visa neutralidade de emissões

O governo lançou nesta quarta-feira o Plano Nacional de Transição Energética (Plante), apresentado pelo Ministério de Minas e Energia. O documento reúne ações para orientar políticas públicas e o setor produtivo rumo a uma matriz energética de menor intensidade de carbono.

O Plante foi concebido como um instrumento dinâmico: o texto prevê revisões a cada quatro anos para ajustar metas e medidas conforme a evolução do cenário energético, as incertezas internacionais e a incorporação de novas tecnologias.

No horizonte de políticas de longo prazo, as projeções mais otimistas do plano indicam possibilidade de neutralidade de emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2050. A participação das fontes renováveis na matriz energética do país pode alcançar 81% em 2055.

O documento também aponta desafios expressivos. A demanda por energia pode crescer quase quatro vezes até 2055, exigindo que esse aumento ocorra principalmente por meio de fontes limpas. Outro ponto crítico é o setor de transportes, que atualmente consome mais de 7% de todos os derivados de petróleo no país.

Como caminhos para a transição, o Plante propõe ampliar a oferta de bioenergia em cinco vezes e aumentar a produção de biometano, além de incentivar o uso de hidrogênio de baixa emissão. O plano ressalta ainda medidas de eficiência energética capazes de reduzir o consumo em até 27%.

A estratégia se apoia em três pilares: segurança energética; promoção da produção e do uso de tecnologias de baixo carbono; e princípios de justiça energética, climática e social.

O texto do Plante segue agora para consulta pública no site do Ministério de Minas e Energia, onde receberá contribuições da sociedade. Após essa etapa, o plano precisa ser aprovado pelo Conselho Nacional de Política Energética para entrar em vigor.

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