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quarta-feira, maio 13, 2026

Clima instável pode reduzir defesas e agravar crises respiratórias

As variações bruscas de temperatura podem afetar a defesa do organismo e aumentar a ocorrência de crises respiratórias, especialmente em pessoas com rinite não alérgica. O alerta é de especialistas em otorrinolaringologia, que associam o frio, o ar seco e a permanência em ambientes fechados à piora de sintomas nasais e à maior incidência de inflamações.

Segundo médicos ouvidos sobre o tema, a mudança de clima pode comprometer mecanismos naturais do nariz, dificultando o aquecimento e a umidificação do ar inspirado. Com isso, há mais chance de congestão nasal e de agravamento de quadros como rinite e sinusite.

Entre as orientações para reduzir os efeitos do tempo seco e frio está a hidratação. Beber água com frequência ajuda a preservar a saúde nasal e evita que a desidratação piore o funcionamento das mucosas. Manter o ambiente úmido também pode ser útil, desde que sem exageros, já que o excesso favorece mofo e ácaros.

Outra medida recomendada é a lavagem nasal com soro fisiológico, que pode ser feita de uma a quatro vezes ao dia. O procedimento ajuda a remover poeira, alérgenos e secreções, além de reduzir substâncias inflamatórias presentes nas vias nasais. Em farmácias, há diferentes dispositivos para essa finalidade, como frascos de compressão e seringas próprias.

Para quem tem rinite vasomotora, a atenção deve ser ainda maior. Nesses casos, mudanças de temperatura podem intensificar o entupimento nasal e a congestão. O uso do soro e a manutenção de umidade adequada no ambiente costumam aliviar os sintomas.

Em situações de ar muito seco, como durante voos, especialistas também citam a possibilidade de usar géis nasais hidratantes, disponíveis em farmácias. Esses produtos ajudam a hidratar a mucosa, enquanto as soluções de lavagem atuam mais na limpeza da cavidade nasal.

Outros cuidados incluem evitar locais fechados e cheios de pessoas, onde a circulação de vírus respiratórios costuma ser maior. Sono adequado e alimentação equilibrada também são apontados como fatores importantes para fortalecer a resposta do corpo às mudanças climáticas.

Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas, como asma, rinite e DPOC, merecem atenção especial. Em caso de tosse persistente, chiado no peito ou febre, a recomendação é procurar avaliação médica.

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