O 13 de maio, data da assinatura da Lei Áurea, continua sendo alvo de reflexão sobre os efeitos da escravidão e sobre a persistência da desigualdade racial no Brasil. Mais de 138 anos após a abolição, a população negra ainda enfrenta obstáculos no acesso a direitos e oportunidades.
Neste contexto, a professora Gina Vieira Ponte ganhou destaque ao receber, nesta segunda-feira (12), o Prêmio Engenho Mulher 2025, reconhecimento concedido a profissionais que se tornaram referência na educação brasileira. Ela é criadora do Projeto Mulheres Inspiradoras, iniciativa que impactou a trajetória de centenas de estudantes da rede pública em Brasília.
A homenagem ocorre às vésperas de uma data que, para movimentos negros e setores da sociedade, não representa celebração, mas sim a necessidade de debater a exclusão histórica e os desafios que ainda marcam a realidade da população negra no país.
Gina Vieira Ponte também é lembrada por sua atuação em sala de aula e por contribuir com uma abordagem pedagógica voltada à valorização da história e da presença das mulheres na formação educacional de seus alunos.




