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quinta-feira, maio 14, 2026

Flávio Bolsonaro admite cobrança a Vorcaro, mas nega irregularidade

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, manteve contato por cerca de um ano com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, enquanto articulava apoio financeiro de R$ 134 milhões para um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A informação foi publicada nesta quarta-feira (13) pelo portal The Intercept Brasil. Após a divulgação, Flávio confirmou que pediu recursos e admitiu a relação com Vorcaro, mas afirmou que se tratava de uma negociação privada para um projeto cinematográfico sem uso de dinheiro público.

Na manifestação, o senador também negou ter oferecido vantagens em troca do patrocínio, ter intermediado negócios com o governo ou recebido valores indevidos. Um vídeo com os mesmos argumentos passou a circular nas redes sociais depois da nota.

A reportagem afirma que um áudio do próprio Flávio mostra a cobrança por repasses ligados ao projeto, com menção à necessidade de quitar parcelas em atraso. Segundo o material divulgado, ele relatou preocupação com o andamento do filme e com os valores pendentes.

O Intercept também informou, com base em mensagens de WhatsApp, documentos e comprovantes bancários, que parte do montante teria sido paga entre fevereiro e maio de 2025.

As últimas conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, segundo a reportagem, ocorreram no início de novembro do ano passado, quando o Banco Master já enfrentava forte pressão. Pouco mais de uma semana depois, o Banco Central decretou a liquidação da instituição e a Polícia Federal prendeu Vorcaro em uma operação sobre fraudes financeiras.

Atualmente, o banqueiro está detido na Superintendência da PF em Brasília e negocia um possível acordo de delação premiada.

O filme, de acordo com a publicação, é produzido por uma empresa no exterior, com elenco e equipe estrangeiros, e deve ser lançado ainda este ano. A reportagem acrescenta que o apoio financeiro envolveu transferências internacionais de uma empresa ligada a Vorcaro para um fundo nos Estados Unidos administrado por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio.

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