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sábado, maio 16, 2026

Rio, Petrobras e concessionária firmam acordo para reduzir o preço do gás

O governo do Rio de Janeiro fechou acordo com a Petrobras e a Naturgy para reduzir o preço do gás natural veicular (GNV) em cerca de 6,5%. A medida também prevê cortes no valor do gás de cozinha e do combustível fornecido à indústria.

Segundo a estimativa oficial, cerca de 1,5 milhão de motoristas que usam veículos abastecidos com gás serão beneficiados. A nova tarifa, porém, ainda depende da definição do percentual exato de redução, que será calculado pela concessionária e submetido à Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa). Só depois da validação pelo órgão regulador o reajuste poderá passar a valer.

A projeção do governo é de queda de 6% no preço do gás natural para o setor industrial e de 2,5% no gás de cozinha para consumidores residenciais. O aditivo contratual com a Naturgy foi homologado pela Agenersa na quinta-feira passada (14), e os detalhes serão publicados no Diário Oficial do Estado na próxima semana.

A Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar atuou na mediação do aditivo entre Petrobras e Naturgy. Em nota técnica, a pasta avaliou que os novos valores têm potencial de impacto na política energética do estado.

O Rio de Janeiro concentra o principal mercado de GNV do país, em razão da presença das maiores bacias produtoras e de incentivos estaduais, como desconto no IPVA para proprietários de carros movidos a gás. Em 2025, o estado respondeu por 76,90% da produção nacional de gás natural, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A redução anunciada ocorre em um contexto de alta internacional dos derivados de petróleo, influenciada pela guerra no Irã. A região tem o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passava cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural antes do conflito. Após bloqueios impostos pelo Irã como retaliação a ataques americanos e israelenses, o preço do petróleo bruto subiu mais de 40% em poucas semanas.

No Brasil, a pressão sobre os combustíveis apareceu de forma mais intensa na gasolina, que foi o item que mais pesou no IPCA de abril, com alta de 1,86%. Já o GNV teve queda de 1,24% no mês, conforme divulgado na terça-feira (12).

A Petrobras tem tratado o aumento da produção de gás como um dos eixos para ampliar a oferta e pressionar os preços para baixo. Desde que assumiu a presidência da companhia, em junho de 2024, Magda Chambriard afirma que a expansão da produção é o principal caminho para reduzir o custo do combustível. A estatal informou que passou de 29 milhões para uma faixa de 50 milhões a 52 milhões de metros cúbicos por dia colocados no mercado.

O gás natural também tem papel importante na indústria de fertilizantes. A reativação da fábrica da Petrobras em Camaçari, na Bahia, foi viabilizada, segundo a companhia, pela queda no preço do insumo. O combustível é usado como matéria-prima na produção de ureia.

Com três unidades de fertilizantes em operação — em Sergipe, Bahia e Paraná — a Petrobras projeta atender 20% da demanda nacional do setor. A companhia também trabalha na conclusão da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, prevista para iniciar a operação comercial em 2029. Com isso, a participação da estatal no mercado de ureia deve subir para 35%.

O Brasil é um dos maiores consumidores de fertilizantes do mundo e depende de importações para cerca de 80% do que utiliza. Esses produtos são fundamentais para a agricultura porque fornecem nutrientes às plantas e ajudam a elevar a produtividade.

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