O ministro da Fazenda, Dario Durigan, viajou neste fim de semana para a França, em sua segunda agenda internacional desde que assumiu o comando da equipe econômica, após a saída de Fernando Haddad.
A programação prevê participação em reuniões do G7, encontros com autoridades estrangeiras e discussões sobre temas como inteligência artificial, energia e minerais estratégicos.
Durigan chega a Paris na segunda-feira (18) para a reunião de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G7, grupo formado por Estados Unidos, Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Itália e Canadá. O Brasil participa como país convidado. Também estão previstos compromissos com representantes da sociedade civil e do setor privado francês.
Ainda na segunda, o ministro participa de uma mesa-redonda organizada pela revista Le Grand Continent, dedicada a temas de geopolítica e análise internacional. Depois, almoça na redação do jornal Le Monde.
No período da tarde, no horário local, Durigan visita a startup francesa de inteligência artificial Mistral AI e se reúne com o executivo-chefe da empresa, Arthur Mensch. À noite, integra o jantar ministerial do G7.
Na terça-feira (19), o ministro volta à reunião principal do grupo e, em seguida, cumpre uma série de encontros bilaterais. Entre eles, estão conversas com a ministra delegada para Inteligência Artificial da França, Anne Le Hénanff, e com a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama.
Também está prevista uma reunião com o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol. O encontro ocorre em meio às preocupações globais com o abastecimento de energia por causa do conflito no Oriente Médio.
A viagem também deve servir para apresentar o Brasil como alternativa estratégica no mercado de minerais críticos, segundo a proposta do governo. Esses insumos são considerados fundamentais para a indústria tecnológica e para a transição energética.
Entre os produtos citados estão terras raras, nióbio e grafeno. Hoje, a China concentra uma fatia relevante da produção mundial desses materiais.
O governo quer atrair investimentos estrangeiros para o setor mineral brasileiro, mas com manutenção do controle nacional sobre os recursos naturais. A estratégia inclui estímulo à industrialização no país e à agregação de valor à produção.
Após os compromissos em Paris, Durigan retorna ao Brasil na noite de terça-feira (19), no horário francês. A chegada está prevista para a manhã de quarta-feira (20), com retomada imediata da agenda em Brasília.
A ida à França fazia parte de uma viagem mais ampla, que também incluiria a reunião do Novo Banco de Desenvolvimento, o Banco dos Brics, na Rússia. O ministro desistiu de seguir para Moscou após o fechamento do aeroporto da capital russa, em meio a interrupções provocadas por ataques de drones ucranianos na região.




