Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolvem fertilizantes orgânicos com foco em sustentabilidade e menor impacto ambiental. O trabalho é conduzido por um grupo de pesquisa em solo e águas subterrâneas e tem como objetivo reduzir a emissão de gases de efeito estufa na agricultura.
Segundo o estudo, o setor agrícola está entre os principais responsáveis pela liberação de óxido nitroso, gás considerado cerca de 300 vezes mais agressivo para a atmosfera do que o gás carbônico.
Os adubos em desenvolvimento são produzidos a partir de resíduos da pecuária leiteira, da agroindústria da cana-de-açúcar e da olivicultura. A proposta é reaproveitar materiais que, se descartados de forma inadequada, poderiam causar danos ao meio ambiente.
Os testes iniciais indicam resultados positivos em diferentes plantas e no solo. As avaliações já foram feitas em culturas como alface, oliveiras e espécies usadas na alimentação animal. Os pesquisadores também observaram melhora no crescimento das plantas, aumento da umidade do solo e avanço na diversidade de micro-organismos.
A próxima etapa depende de financiamento para ampliar os testes em lavouras e culturas agrícolas. A equipe busca apoio de empresas e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).
Se avançar conforme o previsto, o fertilizante ainda passará por uma fase de validação antes de chegar à produção em escala industrial e ao mercado. O processo completo pode levar cerca de 36 meses.




