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domingo, junho 7, 2026

Coleta de DNA em presídios amplia investigações e fortalece banco genético de Mato Grosso do Sul

A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul ampliou o banco estadual de DNA com 486 novos perfis genéticos após duas ações de coleta realizadas no Complexo Penitenciário da Gameleira, em Campo Grande. O reforço deve contribuir para investigações criminais e para a identificação de autores a partir de vestígios biológicos encontrados em locais de crime.

A segunda etapa ocorreu na sexta-feira (29), na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira I, onde foram coletadas 186 amostras. A primeira ação foi realizada em 30 de abril, na Gameleira II, com outras 300 coletas.

As atividades fazem parte das metas do Contrato de Gestão 2026, firmado entre a Sejusp e o Governo do Estado, com foco no fortalecimento do Banco de Perfis Genéticos. O trabalho é executado pelo Instituto de Análises Laboratoriais Forenses, da Polícia Científica, com apoio da Polícia Penal.

Depois da coleta, o material passa por análise em laboratório. Quando atende aos critérios técnicos e legais, é incluído nos bancos estadual e nacional de perfis genéticos. Esses dados são cruzados com vestígios obtidos em investigações e podem ajudar a relacionar ocorrências diferentes e apontar autores de crimes.

Até 1º de maio de 2026, Mato Grosso do Sul registrava 5.471 perfis no sistema da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos. Desse total, 4.081 pertenciam a condenados e 918 eram vestígios biológicos coletados em casos criminais.

O estado soma 88 investigações apoiadas pela rede e 59 coincidências genéticas confirmadas. Entre elas, 46 ocorreram entre vestígios biológicos e 13 entre vestígios e indivíduos cadastrados.

A Polícia Penal participa da seleção das pessoas privadas de liberdade que se enquadram nos critérios legais para coleta e também atua na segurança das equipes nas unidades prisionais.

A ampliação das coletas acompanha mudanças na legislação federal. Com a Lei nº 15.295/2025, passou a ser obrigatória a identificação genética de condenados à pena de reclusão em regime inicial fechado, independentemente do tipo de crime. Antes, a regra valia apenas para situações específicas, como crimes contra a vida, contra a liberdade sexual e delitos cometidos com violência grave.

A previsão é de novos mutirões em unidades prisionais do interior do estado, com o objetivo de ampliar ainda mais a base genética e fortalecer a produção de provas em investigações criminais.

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