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domingo, junho 7, 2026

Estudo aponta degradação em mais de 25% da costa do Rio de Janeiro

Mais de 25% da zona costeira do estado do Rio de Janeiro apresenta instabilidade, segundo levantamento inédito da Universidade Federal Fluminense (UFF). O dado integra o Inventário da Degradação do Solo na Zona Costeira do Rio de Janeiro, estudo que avaliou a região ao longo de 40 anos.

A pesquisa analisou cerca de 22 mil km². A área mapeada inclui municípios entre Búzios e São Francisco de Itabapoana, além de Cachoeiras de Macacu, Maricá e cidades da Costa Verde, como Itaguaí, Mangaratiba, Angra dos Reis e Paraty.

O trecho mais afetado fica entre Maricá e São Francisco de Itabapoana, no norte fluminense. Nesse corredor, o desmatamento ligado à pecuária e ao cultivo de café aparece como um dos principais fatores de pressão sobre o solo.

Do total de mais de 2.400 km² degradados, 1.916 km² foram classificados como áreas instáveis e de alta prioridade para recuperação ambiental.

O levantamento também aponta níveis preocupantes de degradação em áreas úmidas e manguezais, ecossistemas considerados essenciais para a proteção da faixa litorânea. Entre as causas citadas no estudo estão ainda erosão, impactos associados ao turismo e incêndios.

A pesquisa alerta para o risco de avanço da degradação sobre regiões estáveis e sobre os chamados hotspots de biodiversidade, áreas especialmente sensíveis do ponto de vista da conservação. Entre as possíveis consequências estão a perda da camada fértil do solo e o assoreamento de rios.

O estudo foi elaborado para apoiar prefeituras no uso dos dados como base para o planejamento territorial e para orientar a expansão urbana de forma mais segura e sustentável.

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