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terça-feira, junho 9, 2026

Poupança registra entrada líquida de R$ 2,6 bilhões em maio

A caderneta de poupança registrou entrada líquida de recursos em maio, pela primeira vez no ano, impulsionada por depósitos superiores aos saques. Segundo relatório divulgado nesta terça-feira (9) pelo Banco Central, o saldo positivo foi de R$ 2,6 bilhões.

No mês, os depósitos somaram R$ 368,4 bilhões, enquanto as retiradas chegaram a R$ 365,8 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas totalizaram R$ 6,2 bilhões, e o volume aplicado na poupança ultrapassa R$ 1 trilhão.

Apesar do resultado positivo em maio, o acumulado de 2025 ainda é negativo. Nos cinco primeiros meses do ano, a poupança registra retirada líquida de R$ 39,1 bilhões.

Nos últimos anos, a aplicação tem perdido recursos para outras modalidades de investimento. Em 2023, houve saques líquidos de R$ 87,8 bilhões, e em 2024, de R$ 15,5 bilhões. No ano passado, o saldo negativo chegou a R$ 85,6 bilhões.

A manutenção da taxa básica de juros em patamar elevado tem influenciado esse comportamento. De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas. Em abril, o Comitê de Política Monetária reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano, em sua segunda queda consecutiva.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para tentar manter a inflação sob controle. Juros mais altos tendem a encarecer o crédito e estimular aplicações de renda fixa, em detrimento da poupança.

Em abril, a inflação oficial medida pelo IPCA foi de 0,67%, com pressão dos alimentos. No acumulado de 12 meses, o índice ficou em 4,39%, ainda dentro do limite da meta. O dado de maio será divulgado pelo IBGE na próxima sexta-feira (12).

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