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segunda-feira, junho 15, 2026

Brasil terá sensor de freio obrigatório em carros a partir de 2029

Pesquisadores de universidades, centros de pesquisa e empresas do setor automotivo estão desenvolvendo no Brasil um sensor nacional para sistemas de frenagem automática. A tecnologia deverá equipar todos os veículos fabricados no país a partir de 1º de janeiro de 2029.

O projeto envolve um radar integrado ao sistema Adas, sigla em inglês para Advanced Driver Assistance Systems, ou Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista. A solução amplia a segurança dos automóveis ao permitir funções como frenagem automática e auxílio de permanência em faixa.

A exigência para que veículos saiam de fábrica com o Adas foi definida por resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), órgão ligado ao Ministério dos Transportes.

O desenvolvimento ocorre no Senai Park de Suape, no litoral de Pernambuco, estrutura mantida pelo Senai de Pernambuco para abrigar projetos tecnológicos. O investimento soma R$ 44 milhões e reúne instituições como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Universidade de Brasília (UnB), além de montadoras como Volkswagen e Stellantis, dona de marcas como Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën.

A proposta é criar uma solução capaz de reduzir a dependência de componentes importados e ampliar a autonomia tecnológica da indústria brasileira. O sistema combina radar e câmera para identificar obstáculos, medir distância e velocidade e reconhecer o tipo de objeto à frente do veículo.

Segundo os pesquisadores envolvidos no projeto, a integração dessas informações permite que o carro avalie melhor o risco de colisão e acione a frenagem de forma automática quando necessário.

No Senai Park, o desenvolvimento será apoiado por ferramentas como inteligência artificial e gêmeos digitais, que permitem simulações virtuais e aceleram testes e validações antes da produção de protótipos físicos.

A iniciativa também deve fortalecer a base de engenharia nacional e formar profissionais especializados para atuar em tecnologias consideradas estratégicas para o setor automotivo. Além disso, pode reduzir custos de importação e aumentar a competitividade de montadoras e fornecedores instalados no país.

A estrutura de Suape também foi pensada para outros projetos ligados à transição tecnológica da indústria. Entre eles está o desenvolvimento de baterias de lítio, componente essencial para a expansão dos veículos híbridos e elétricos no mercado brasileiro.

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