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terça-feira, junho 16, 2026

Chuva na Rocinha superou em mais de duas vezes a média de junho

A Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, já acumulou mais que o dobro da média histórica de chuva para todo o mês de junho. Entre as 12h de segunda-feira (15) e a tarde desta terça-feira (16), a estação pluviométrica do Sistema Alerta Rio registrou 254,6 milímetros de chuva. O volume supera em 146,1 mm a média mensal, que é de 108,5 mm.

Segundo a série histórica iniciada em 1997, este foi o terceiro maior acumulado em 24 horas já observado no pluviômetro da comunidade.

Além da Rocinha, outros bairros da zona sul também registraram chuva intensa nas últimas horas. Entre os mais atingidos estão Jardim Botânico, Laranjeiras, Vidigal, Urca e Copacabana.

Por causa do alto risco geológico, as sete sirenes instaladas na Rocinha voltaram a ser acionadas às 14h07 desta terça-feira, após os pluviômetros indicarem 188,2 mm em 24 horas. O primeiro alerta sonoro havia ocorrido entre 7h17 e 11h40. A chuva contínua encharca o solo e eleva a possibilidade de deslizamentos de encostas.

Na Estrada da Gávea, na altura da Rua Portão Vermelho, equipes da prefeitura seguem atuando após o rompimento de uma tubulação da concessionária Águas do Rio. O vazamento provocou um deslizamento de terra na noite anterior. A via chegou a ser totalmente bloqueada, mas agora opera com uma faixa interditada para o trabalho da Defesa Civil e da Comlurb. Não houve feridos.

A Geo-Rio vai fazer o levantamento das intervenções necessárias para uma obra de contenção e implantação de drenagem. A Comlurb retirou 70 toneladas de terra da encosta, com apoio de 15 caminhões, três pás carregadeiras e 50 garis.

Na Tijuca, zona norte do Rio, também houve deslizamento de terra, desta vez na Rua São Sebastião, na comunidade do Salgueiro. Não houve atingimento de imóveis nem bloqueio de via.

A prefeitura orienta a população a evitar deslocamentos pelas áreas mais afetadas pela chuva e a seguir medidas de segurança, como não circular por locais sujeitos a alagamentos ou deslizamentos, não tentar atravessar trechos inundados com veículos e evitar áreas abertas ou próximas a árvores durante ventos fortes e descargas elétricas. Moradores devem ainda observar sinais de rachaduras em casa e acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 em caso de risco. Em áreas vulneráveis, o toque das sirenes indica perigo de deslizamento e a saída deve ser feita para os pontos de apoio definidos pelo município.

A previsão do tempo indica que, nesta quarta-feira (17) e na quinta-feira (18), o Rio seguirá com influência de ventos úmidos do oceano. O céu deve ficar com nebulosidade variável e há chance de chuva fraca e isolada a qualquer momento, até o início da manhã do dia seguinte. Os ventos devem soprar de fracos a moderados.

Na sexta-feira (19), a atuação de um sistema de alta pressão deve reduzir a nebulosidade e impedir novas pancadas de chuva. A previsão é de tempo firme e ventos moderados.

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