A partir de 3 de agosto, o esquema de vacinação contra a poliomielite para crianças de até 4 anos passa a incluir duas doses de reforço com vacina injetável. Com a mudança, o Sistema Único de Saúde (SUS) retoma a aplicação de cinco doses, todas com vírus inativado.
Até agora, o calendário previa três aplicações aos 2, 4 e 6 meses de idade, além de reforços aos 15 meses e aos 4 anos. Antes da alteração, o segundo reforço era feito com a vacina oral, conhecida como gotinha.
A decisão foi anunciada pelo Programa Nacional de Imunizações após reunião da Câmara Técnica Assessora em Imunizações e atende a uma atualização do Ministério da Saúde. O objetivo é manter a proteção em nível elevado, já que a imunidade tende a diminuir com o tempo.
Com o novo formato, todas as crianças que ainda não tiverem completado as cinco doses devem ser levadas a uma unidade de saúde para avaliação e possível atualização da caderneta.
A poliomielite não registra casos no Brasil há 37 anos. Em 1994, o país recebeu o certificado de área livre de circulação do vírus. Mesmo assim, a doença continua presente em alguns países, o que mantém o risco de reintrodução.
Entre 1968 e 1989, o Brasil contabilizou mais de 26 mil infecções por pólio. A doença pode começar com sintomas leves, mas em casos mais graves atinge o sistema nervoso central e pode provocar paralisia e morte.




