Os terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24) deixaram ao menos 164 mortos até a manhã desta quinta-feira (25), segundo informações divulgadas pelo governo. O número de feridos já passa de mil, e há ainda pessoas soterradas sob os escombros de prédios e casas que desabaram.
As autoridades informaram que será criado um fundo de US$ 200 milhões, com recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI), para ajudar na reconstrução da infraestrutura do país.
O estado de La Guaira foi apontado como o mais afetado, com dezenas de edifícios colapsados. As equipes de emergência seguem concentradas no resgate de sobreviventes e na localização de vítimas.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que o número de mortes pode crescer de forma significativa, com projeções que variam de mais de 10 mil a até 100 mil vítimas.
Também nesta quarta-feira, um alerta de tsunami foi emitido pelos centros norte-americanos de monitoramento, mas a possibilidade acabou não se confirmando.
A missão de direitos humanos da ONU na Venezuela pediu a suspensão emergencial das restrições às redes sociais, segundo a Reuters.
Diversos países já se mobilizaram para prestar ajuda, entre eles México, Brasil, Catar, Estados Unidos e China, com oferta de equipes de resgate e suprimentos médicos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também determinou ao Ministério das Relações Exteriores que avalie a situação no país para definir eventuais medidas de assistência.
A costa venezuelana foi atingida por dois tremores. O primeiro, de magnitude 7,2, ocorreu no fim da tarde na região de Morón, no litoral, a cerca de 160 quilômetros a oeste de Caracas. Cerca de um minuto depois, um segundo abalo, de magnitude 7,5, foi registrado na mesma área.




