O Superior Tribunal de Justiça decidiu manter o contraventor Rogério de Andrade preso no sistema penitenciário federal. A medida atende a um pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
Rogério Andrade foi denunciado pelo MPRJ pelo homicídio qualificado do também contraventor Fernando de Miranda Iggnácio, morto em novembro de 2020. O crime ocorreu no estacionamento do heliporto Helimar, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio.
Segundo a investigação, a vítima foi atingida por disparos de fuzil na cabeça ao chegar ao local para buscar o carro, depois de retornar de helicóptero de uma casa de praia em Angra dos Reis. Os autores do ataque teriam ficado escondidos em um terreno baldio ao lado do heliporto.
Na decisão, o ministro Rogerio Schietti Cruz suspendeu os efeitos de um acórdão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que havia autorizado a transferência de Rogério de Andrade de volta ao sistema prisional estadual.
A justificativa apresentada foi a existência de sinais de continuidade do risco representado pelo contraventor, incluindo sua posição de liderança em organização criminosa e a influência sobre o sistema prisional e órgãos de segurança pública, além de ameaça à ordem pública e à apuração do caso.
No mesmo processo, o ex-policial militar Rodrigo da Silva das Neves, de 32 anos, foi condenado a nove meses e 18 dias de reclusão pela execução de Fernando Iggnácio. O julgamento ocorreu em abril, no Tribunal do Júri.
Outros dois acusados de participação no crime, os irmãos Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro, chegaram a ser incluídos no mesmo julgamento, mas dispensaram suas defesas. Uma nova data será marcada para que eles respondam às acusações.
Outro suspeito citado na investigação, Ygor Rodrigues Santos da Cruz, foi encontrado morto em 2022.




