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segunda-feira, junho 29, 2026

Greve de motoristas de ônibus do Rio começa nesta segunda-feira

Os motoristas de ônibus do município do Rio de Janeiro iniciaram greve por tempo indeterminado à 0h desta segunda-feira (29), após decisão tomada em assembleia no domingo (28). A paralisação afeta um sistema que transporta cerca de 32 milhões de passageiros por mês na capital fluminense, segundo o Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas do setor.

Diante da greve, a Justiça do Trabalho determinou a manutenção de pelo menos 50% da frota operacional em circulação, por linha e itinerário, durante todo o período da paralisação. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 50 mil para cada entidade sindical envolvida.

A decisão liminar foi dada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, em dissídio coletivo.

O BRT do Rio deve operar normalmente, com o plano regular de dias úteis. Governo do estado e prefeitura decretaram ponto facultativo nesta segunda-feira por causa da partida entre Brasil e Japão, marcada para as 14h.

No setor ferroviário, a TrensRJ informou que reforçou a operação dos trens em razão da greve e do jogo da seleção. Estão previstas viagens extras em todos os ramais pela manhã e por volta do meio-dia, para atender ao aumento de demanda.

A concessionária também afirmou que equipes vão monitorar o fluxo de passageiros nas estações por meio do Centro de Controle Operacional.

Na negociação com as empresas, os rodoviários pedem alteração da data-base para 1º de março, salário de R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulados e de R$ 4 mil para os demais. A categoria também quer o fim dos contratos temporários, tíquete-alimentação de R$ 1 mil, jornada de trabalho em escala 5×2, manutenção do passe livre, pagamento dos 30 minutos destinados ao almoço e a oferta de planos de saúde e odontológico.

Do lado patronal, a proposta prevê reposição de 4,39% da inflação medida pelo IPCA. Com isso, o piso dos motoristas passaria de R$ 3.420 para R$ 3.570. Para os condutores de ônibus articulados, o valor subiria de R$ 4.104,18 para R$ 4.285,35. O auxílio-alimentação aumentaria de R$ 660 para R$ 689. A proposta foi rejeitada integralmente pelos trabalhadores.

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