A Rússia lançou uma nova onda de mísseis contra a Ucrânia na madrugada desta quinta-feira (29), atingindo Kiev, Kharkiv e outras cidades em um ataque aéreo de grande escala que provocou correria para abrigos e interrupções no fornecimento de energia, segundo autoridades ucranianas.
Na capital, equipes de resgate trabalhavam entre os escombros de uma casa destruída por uma explosão, enquanto fumaça dos projéteis era vista no céu. Em Kharkiv, bombeiros atuavam para controlar um incêndio em uma estação de eletricidade.
As forças armadas da Ucrânia informaram ter abatido 54 dos 69 mísseis disparados pela Rússia. O ataque começou por volta das 7h, no horário local, e levou ao acionamento de sirenes em várias regiões do país. Em Kiev, os alarmes duraram cerca de cinco horas, um dos períodos mais longos desde o início da guerra.
Segundo os militares ucranianos, a ofensiva incluiu mísseis de cruzeiro lançados do ar e do mar, além de armamentos guiados e sistemas S-300, com alvo em infraestrutura energética. As autoridades também relataram que os disparos atingiram instalações estratégicas nas regiões leste, central, oeste e sul da Ucrânia.
O ataque ocorreu após uma nova rodada de drones usados durante a noite. Nos últimos meses, a Rússia tem intensificado os bombardeios contra a infraestrutura crítica ucraniana, provocando cortes de luz e falta de aquecimento em meio ao frio intenso.
A ofensiva mais recente veio logo depois de o Kremlin rejeitar um plano de paz apresentado por Kiev, ao defender que a Ucrânia reconheça a anexação de quatro regiões por Moscou.
A Rússia nega ter como alvo civis, mas o governo ucraniano afirma que os ataques vêm destruindo cidades, vilas e estruturas essenciais, como redes elétrica, médica e de transporte.
Em mensagem em vídeo, o presidente Volodymyr Zelenskiy pediu aos ucranianos que reforcem os laços com familiares e amigos, em meio ao desgaste da guerra. Ele afirmou que o país enfrentou meses difíceis, mas não perdeu sua humanidade.
A invasão russa da Ucrânia começou em 24 de fevereiro. Moscou classifica a operação como uma ação militar para desmilitarizar o país vizinho, enquanto Kiev e aliados ocidentais tratam a ofensiva como uma tentativa de anexação territorial.




