**Tomate tem queda média de 15,85% no atacado das principais Ceasas do país**
O preço do tomate caiu na maior parte das Centrais de Abastecimento brasileiras em junho, segundo o 7º Boletim Hortigranjeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quarta-feira (22). Na média ponderada, o produto ficou 15,85% mais barato, com valor médio de R$ 5,59 por quilo.
Além do tomate, melancia, laranja e maçã também registraram redução de preços na maioria dos entrepostos avaliados pela Conab.
De acordo com o levantamento, elaborado no âmbito do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), a baixa do tomate está relacionada ao aumento da oferta. A intensificação da safra de inverno ampliou a disponibilidade do produto, mesmo com temperaturas mais baixas e maturação mais lenta. A maior queda foi observada na Ceasa de Recife, onde o recuo chegou a 61,32%.
Entre as hortaliças pesquisadas, a batata apresentou redução de preços em seis das 11 Ceasas analisadas. Apesar disso, a média ponderada geral terminou junho com alta de 1,81%. O produto ficou mais barato em Goiânia (-12,53%), Curitiba (-11,61%), Rio Branco (-8%), Recife (-6,29%), São Paulo (-4,43%) e Belo Horizonte (-2,42%). Em Campinas e Vitória, os preços ficaram praticamente estáveis, com variações de 0,32% e 0,75%, respectivamente. O movimento foi influenciado pelo aumento da oferta nas principais regiões produtoras.
A cenoura teve variação média de 0,83%, considerada estável em relação ao mês anterior. O preço caiu em cinco Ceasas, com destaque para Rio Branco (-17,62%) e Vitória (-12,79%). As maiores altas ocorreram em Fortaleza (38,56%), Belo Horizonte (20,34%) e Curitiba (16,62%). A normalização das condições climáticas favoreceu o desenvolvimento das lavouras e o avanço da colheita.
A cebola manteve trajetória de alta, com aumento médio de 8,46%. Embora o percentual tenha sido menor que o registrado nos três meses anteriores, o produto ficou mais caro em dez Ceasas. O fim da safra no Sul, especialmente em Santa Catarina, reduziu a participação da região no abastecimento nacional, enquanto Minas Gerais e São Paulo ampliaram a oferta.
Já a alface voltou a subir no atacado após dois meses de queda. A alta média foi de 11,99%, com aumento em sete centrais. As variações foram amplas, indo de queda de 64,78% em Recife a alta de 42,03% em Curitiba. O frio tende a reduzir o ritmo de crescimento da planta e, consequentemente, a oferta.
**Frutas**
No grupo das frutas, a melancia teve queda média de 24,02% em junho, após três meses de alta. O produto ficou mais barato em nove Ceasas, com recuo de até 32% no Rio de Janeiro. A redução está associada à menor demanda no Sul e no Sudeste durante o inverno.
A laranja também apresentou baixa, com queda média de 13,20%. O preço diminuiu em oito centrais, variando de recuo de 18,29% no Rio de Janeiro a alta de 3,99% em São José. O comportamento reflete a regularidade dos estoques de suco e a menor demanda externa em comparação com anos anteriores.
A maçã manteve tendência de queda, com retração média de 2,81%. O produto ficou mais barato em nove Ceasas, especialmente em Recife (-14,47%) e São José (-13,12%). A maior oferta da variedade fuji, vinda de regiões produtoras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, pressionou os preços para baixo.
O mamão teve queda média de 1,56%, apesar de altas em sete centrais. As variações foram de recuo de 43,15% em Fortaleza a aumento de 51,13% no Rio de Janeiro. A oferta menor da variedade formosa em regiões produtoras, principalmente no norte do Espírito Santo e no sul da Bahia, foi influenciada pelo calendário produtivo e pelo frio, que retardou o amadurecimento.
A banana foi a única fruta pesquisada com alta na média ponderada, de 2,10%. O preço subiu em nove Ceasas, em razão da menor oferta provocada pelas temperaturas mais baixas nos principais estados produtores. Em Minas Gerais, principal fornecedor, a disponibilidade caiu 11%.
**Exportações**
As exportações brasileiras de frutas somaram 632,85 mil toneladas no primeiro semestre de 2026, aumento de 13% em relação ao mesmo período de 2025. A receita chegou a US$ 775 milhões, alta de 19,2% na comparação anual.
Entre os produtos com maior crescimento nos embarques estão manga, com avanço de 38%, abacate, com alta de 93%, e maçã, que registrou aumento de 225%.
O boletim também destaca a participação da Conab no Encontro Nacional das Centrais de Abastecimento, realizado em Uberlândia, entre 7 e 9 de julho. No evento, foram apresentados dados sobre a comercialização dos entrepostos atacadistas em 2025.
A análise mensal da Conab considera produtos de maior relevância nas Ceasas e com peso no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A base de dados do Prohort reúne informações sobre 117 frutas e 123 hortaliças, abrangendo mais de mil produtos e variedades.




