**Mais de 50 mil migrantes seguiram rumo a Ceuta e Melilla, aponta entidade marroquina**
Mais de 50 mil pessoas tentaram chegar a Ceuta e Melilla, cidades espanholas localizadas no norte da África e cercadas por território marroquino, em meio a uma crise migratória. Dados do governo de Ceuta indicam que quase 100 pessoas morreram durante o percurso.
A Associação Marroquina de Direitos Humanos (AMDH), uma das principais entidades do setor no país, aprovou um documento sobre o aumento do fluxo migratório. A organização relacionou o movimento às dificuldades sociais e econômicas enfrentadas pela população, especialmente pelos jovens.
O texto também aborda problemas como desigualdade na distribuição de renda, concentração de recursos, corrupção e limitações no acesso a oportunidades de trabalho e serviços públicos.
Marrocos é uma monarquia constitucional parlamentar sob comando do rei Mohammed VI, integrante da dinastia alauíta. O monarca completou 27 anos no trono em 29 de julho e exerce papel central na política nacional, além de comandar as Forças Armadas.
Nos últimos anos, o país ampliou investimentos em infraestrutura, energia renovável, indústria automobilística e setor aeronáutico. Em 2025, o Produto Interno Bruto marroquino cresceu cerca de 4,9%.
O setor automotivo tornou-se o principal segmento exportador do país no continente africano. A capacidade anual de produção é estimada em aproximadamente 1 milhão de veículos, enquanto as áreas automotiva e aeroespacial já representam mais de 40% das exportações marroquinas.
Apesar dos indicadores econômicos, o desemprego entre pessoas de 15 a 24 anos alcançou 24,9% em 2022. Dados das Nações Unidas mostram que o Marrocos registrou Índice de Desenvolvimento Humano de 0,71 em 2023, ocupando a 120ª posição entre 193 países e territórios.
No ranking africano de desenvolvimento humano, o país aparece em décimo lugar, atrás de nações como África do Sul, Egito, Argélia e Tunísia.




