# Prévia da FGV aponta queda de 1,1% da economia em junho
A atividade econômica brasileira recuou 1,1% em junho na comparação com maio, segundo o Monitor do PIB, indicador mensal elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e divulgado nesta segunda-feira (17).
Mesmo com a retração no último mês do trimestre, a economia avançou 0,3% entre abril e junho de 2026, em relação aos três meses anteriores. No acumulado de 12 meses, a alta estimada é de 1,8%.
O levantamento é produzido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV a partir de dados dos setores de agropecuária, indústria, comércio e serviços. O resultado oficial do Produto Interno Bruto (PIB) é calculado e divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A expansão do segundo trimestre ficou abaixo do crescimento de 1% registrado nos primeiros três meses de 2026. A desaceleração atingiu os setores de agropecuária, indústria e serviços, enquanto o consumo manteve o ritmo de crescimento observado no início do ano.
O resultado entre abril e junho, porém, representou o 20º trimestre consecutivo de crescimento da economia brasileira, conforme os dados da FGV.
No trimestre, o consumo das famílias avançou 2,6% em relação ao período de janeiro a março. As exportações aumentaram 4,5%, e as importações tiveram alta de 5,7%. Os números foram ajustados para excluir efeitos sazonais e permitir a comparação entre períodos consecutivos.
A taxa de investimento estimada para maio foi de 18,5%, ligeiramente abaixo dos 18,6% registrados no primeiro trimestre. Em valores correntes, o PIB acumulado no primeiro semestre é calculado em R$ 6,557 trilhões.
O cenário econômico tem sido pressionado por fatores como a alta do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio, os juros elevados no país e o endividamento das famílias. No início de agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano.
A taxa básica de juros é usada pelo Banco Central como instrumento de controle da inflação. Juros mais altos encarecem o crédito e tendem a restringir o consumo e os investimentos.
Outro indicador de atividade, o IBC-Br, calculado pelo Banco Central, apontou queda de 0,6% em junho frente a maio. Para o segundo trimestre, o BC estima avanço de 0,2% e crescimento de 1,5% no acumulado de 12 meses.
O IBGE divulgará o resultado oficial do PIB do segundo trimestre em 1º de setembro. No primeiro trimestre, a economia brasileira cresceu 1,1%, conforme o dado oficial divulgado no fim de maio.
As projeções do mercado financeiro reunidas no relatório Focus indicam crescimento de 1,98% para o PIB brasileiro em 2026. A previsão do Ministério da Fazenda é de alta de 2,3%.




