**Rio reúne municípios para reforçar preparação contra efeitos do El Niño**
O Governo do Rio de Janeiro reuniu nesta quinta-feira (20) representantes dos municípios do estado para definir medidas de prevenção e resposta aos efeitos do El Niño. O encontro foi realizado no campus da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), na Zona Norte da capital.
As ações serão coordenadas pelo Comitê Estadual de Enfrentamento dos Efeitos do El Niño e envolverão mais de 1,2 mil profissionais, entre técnicos, pesquisadores e equipes de apoio. A prioridade é reduzir impactos em áreas consideradas mais vulneráveis, especialmente no meio rural.
Entre os riscos monitorados estão períodos de seca, ventos intensos e incêndios, além de possíveis enchentes em determinadas regiões. O planejamento também prevê medidas relacionadas ao abastecimento de água, ao controle de cheias e à prevenção de queimadas florestais.
A estratégia estadual inclui ainda a identificação de escolas localizadas em áreas sujeitas a alagamentos ou inundações, com previsão de avaliações para possíveis intervenções estruturais.
O estado organizou uma série de reuniões e treinamentos com equipes dos 92 municípios fluminenses. Na próxima semana, profissionais da Vigilância em Saúde e da Atenção Primária participarão de oficinas presenciais.
Também serão distribuídos materiais de orientação destinados a gestores públicos, moradores e equipes de proteção animal. No mês seguinte, estão programadas capacitações para elaboração e atualização dos Planos de Contingência municipais, além de treinamento sobre planejamento de recursos para ações de Proteção e Defesa Civil.
Outra atividade prevista é uma oficina prática para mapear ilhas de calor urbanas. A iniciativa busca apoiar os municípios na identificação de bairros e regiões mais expostos a altas temperaturas e na definição de medidas para amenizar os efeitos do calor.
Previsão divulgada nesta semana pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos aponta probabilidade de pelo menos 90% de ocorrência de um El Niño muito forte a partir de setembro, em razão do aquecimento das águas do Oceano Pacífico.
No Brasil, o fenômeno pode provocar alterações relevantes no clima em diferentes regiões. De acordo com órgãos federais de monitoramento climático e de desastres naturais, o El Niño deve permanecer ativo ao menos até o início de 2027.




