Consórcio Nordeste busca recursos durante a COP17 da ONU

**Consórcio Nordeste busca recursos para projetos contra desertificação na COP17**

A delegação brasileira participa, em Ulaanbaatar, capital da Mongólia, da 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17). O objetivo é negociar financiamento internacional para iniciativas voltadas à redução dos impactos da degradação do solo e da seca.

Representantes do Consórcio Nordeste apresentam projetos nas áreas de segurança hídrica, transição energética, restauração ambiental e bioeconomia da Caatinga. A conferência segue até 28 de agosto.

Entre as propostas está o fortalecimento do Fundo Caatinga, mecanismo criado para concentrar recursos destinados à recuperação do bioma e reduzir os custos administrativos de ações executadas de forma isolada.

A programação do grupo inclui debates sobre financiamento climático para regiões semiáridas, acesso à água em áreas áridas, restauração da Caatinga, justiça climática e modelos de governança para o enfrentamento da desertificação.

A delegação também apresentou o Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica. O conjunto de projetos prevê obras e tecnologias de convivência com a seca, como instalação de cisternas, construção de barragens subterrâneas, sistemas de reúso de água e dessalinização.

As iniciativas estão organizadas em três frentes. A primeira reúne projetos de infraestrutura hídrica para adaptação às mudanças climáticas. A segunda trata da transição energética e da industrialização de baixo carbono, incluindo ações ligadas ao hidrogênio verde e a combustíveis renováveis nos complexos de Pecém, no Ceará; Suape, em Pernambuco; e Santo Amaro das Brotas, em Sergipe.

A terceira linha de atuação é voltada à recuperação de áreas degradadas e ao desenvolvimento da bioeconomia da Caatinga. O chamado recaatingamento prevê a restauração de terras com participação das comunidades locais.

Dados da Organização das Nações Unidas indicam que a degradação do solo atinge até 40% das terras do planeta. Durante o evento, os representantes nordestinos também mantêm reuniões com o Banco Mundial, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola e o Banco dos BRICS.

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