**Rádio Nacional consolidou linguagem do radiojornalismo com o Repórter Esso**
O Repórter Esso estreou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro em agosto de 1941, inicialmente voltado à cobertura da Segunda Guerra Mundial. O programa marcou uma mudança na forma de apresentar notícias pelo rádio em um período em que mais da metade da população brasileira não sabia ler.
A Rádio Nacional havia sido fundada pelo grupo responsável pelo jornal A Noite e foi estatizada pelo presidente Getúlio Vargas em março de 1940.
Com edições de cinco minutos transmitidas quatro vezes ao dia, além de entradas extraordinárias, o Repórter Esso introduziu maior rapidez à cobertura jornalística no rádio. Antes disso, grande parte do noticiário radiofônico era baseada em informações já divulgadas pelos jornais impressos.
O programa adotou o slogan “o primeiro a dar as últimas” e ajudou a estabelecer uma linguagem própria para o radiojornalismo brasileiro. Heron Domingues foi um dos principais apresentadores da atração, à frente do noticiário entre 1944 e 1962.
Em 1948, Domingues assumiu a Seção de Jornais Falados e Reportagens da Rádio Nacional, considerada a primeira redação dedicada ao radiojornalismo no país. Na época, a equipe tinha um chefe, quatro redatores e um colaborador responsável pelo noticiário parlamentar.
Hoje, o setor jornalístico da emissora reúne quase 50 profissionais, entre repórteres, editores, produtores, locutores, coordenadores e gerência, subordinados a uma diretoria de jornalismo.
A programação atual inclui três edições do radiojornal Repórter Nacional, os boletins Nacional Notícias e os programas Ritmo da Notícia e Alô, Alô Brasil.
Em 2007, com a criação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a Rádio Nacional passou a atuar como emissora pública, deixando de ter caráter estatal. Ao longo de nove décadas, a rádio manteve a produção de conteúdos jornalísticos voltados ao interesse social, à cidadania, aos direitos humanos e à diversidade.




