# Transporte aéreo de órgãos já movimentou mais de 54 mil itens no Brasil
O transporte gratuito de órgãos para transplantes no Brasil envolve equipes de saúde, companhias aéreas, aeroportos, órgãos públicos e profissionais de controle do espaço aéreo. A operação busca levar órgãos e equipes médicas ao destino dentro do prazo necessário para a realização dos procedimentos.
A rede começou a ser estruturada em 2013, por meio de um acordo de cooperação entre instituições públicas e privadas. Em maio de 2024, a Lei nº 14.858 estabeleceu a gratuidade e a prioridade no transporte de órgãos, tecidos e partes do corpo humano destinados a transplantes, além das equipes responsáveis pela captação e distribuição.
Desde 2014, mais de 54 mil itens foram transportados no âmbito do acordo. O total inclui órgãos, tecidos, equipes médicas e materiais usados nas cirurgias. Entre os quase 19 mil órgãos sólidos transportados por via aérea, cerca de 16 mil seguiram em voos comerciais e aproximadamente 2,5 mil em aeronaves da Força Aérea Brasileira.
A operação é coordenada pelo Sistema Nacional de Transplantes, por meio da Central Nacional de Transplantes. Após a definição do destino de um órgão, são acionados órgãos de controle do espaço aéreo e empresas aéreas para identificar a alternativa de transporte adequada. Conforme a disponibilidade e as necessidades de cada caso, o deslocamento ocorre em voo comercial ou com apoio da Força Aérea.
A rapidez é necessária porque, depois da retirada, cada órgão pode permanecer por um período limitado em condições de transplante. Em um país de grandes distâncias como o Brasil, o transporte aéreo permite conectar doadores e receptores localizados em regiões diferentes.
A doação depende da autorização da família após a morte. Não é necessário fazer cadastro, portar documento ou registrar a intenção em cartório para ser doador. Por isso, informar os familiares sobre essa vontade é uma etapa importante antes de qualquer operação de transporte.




