Outubro Rosa: mesmo após o tratamento, medo do câncer pode persistir

# Após tratamento do câncer de mama, medo da recidiva pode persistir

As campanhas do Outubro Rosa costumam destacar a prevenção, o diagnóstico e o tratamento do câncer de mama. Para muitas mulheres, porém, o fim da quimioterapia ou da radioterapia não encerra as dificuldades relacionadas à doença. O receio de que o tumor volte pode acompanhar a fase de recuperação.

Depois de meses de consultas e exames frequentes, a rotina de cuidados muda. O acompanhamento médico continua, mas os contatos com as equipes de saúde tendem a diminuir. Exames de controle e novos sintomas podem despertar ansiedade.

Algumas pacientes também seguem em tratamento medicamentoso por até cinco anos e enfrentam efeitos como fadiga. Cicatrizes, alterações nas mamas e mudanças na disposição podem afetar a autoestima, a sexualidade e as atividades diárias. O apoio emocional pode fazer parte dos cuidados nessa etapa.

A moradora de Volta Redonda (RJ) Josiane Fernandes, de 48 anos, percebeu um nódulo na mama esquerda no início de 2025 e teve o diagnóstico confirmado em março daquele ano. Ela passou por cirurgia, quimioterapia e imunoterapia ao longo de cerca de um ano e três meses. Durante esse período, desenvolveu depressão e precisou de tratamento. Hoje, segue em acompanhamento médico e enfrenta ansiedade nas consultas e nos exames de rotina.

Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama representa 30% dos novos casos de câncer entre mulheres. Para cada ano do período de 2026 a 2028, são previstos 78.610 novos diagnósticos no Brasil, o equivalente a 71,57 casos por 100 mil mulheres.

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