Derrota de Trump põe em dúvida a relação histórica entre EUA e Israel

# Derrota republicana nos EUA reacende debate sobre ajuda militar a Israel

A perda das maiorias republicanas na Câmara e no Senado nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos trouxe a relação com Israel para o centro do debate político. No dia da votação, o presidente Donald Trump anunciou o fim da ajuda militar americana ao país, estimada em US$ 3,8 bilhões por ano e prevista anteriormente até 2028.

Israel é o maior beneficiário histórico da assistência externa dos EUA, segundo dados do Conselho de Relações Exteriores. Até 2025, o país havia recebido mais de US$ 300 bilhões desde sua criação, dos quais US$ 224 bilhões em apoio militar. O Afeganistão aparece em segundo lugar no levantamento, com US$ 113 bilhões em assistência militar.

O financiamento a Israel já havia provocado protestos em universidades americanas em 2024, durante a guerra na Faixa de Gaza. A ajuda foi mantida no governo do democrata Joe Biden.

Em Michigan, Abdul El-Sayed foi eleito para o Senado após fazer campanha contra os gastos dos EUA com assistência militar a Israel. Ele será o primeiro muçulmano a ocupar uma cadeira na Casa.

Na mesma eleição, cerca de 75% dos eleitores de Providence, em Rhode Island, aprovaram uma medida para encerrar investimentos municipais em países envolvidos em práticas como ocupação militar ilegal, apartheid, limpeza étnica ou genocídio. A proposta, que não menciona Israel, foi apresentada pela Coalizão Providence pela Palestina e teve apoio do prefeito democrata David Morales.

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