# Governo preparará propostas fiscais após viagem de Lula
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, vão elaborar propostas para a agenda fiscal do governo. As medidas deverão ser apresentadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois de seu retorno de uma viagem internacional, previsto para 15 de novembro.
Lula participará da COP31, na Turquia, e cumprirá compromissos nas Filipinas. Antes da viagem, ele reuniu ministros, ex-ministros e economistas nesta quinta-feira (5), no Palácio da Alvorada, em Brasília, para avaliar a economia brasileira e os desafios dos próximos anos. O encontro não resultou na definição de medidas de ajuste fiscal.
A elaboração das propostas deverá considerar a situação das contas públicas, os compromissos sociais do governo e prioridades de desenvolvimento para diferentes setores da economia. A reunião foi a primeira de uma série de consultas. Há previsão de novos encontros com representantes da sociedade civil, empresários e integrantes do mercado financeiro.
Participaram da reunião o vice-presidente Geraldo Alckmin, as ministras Miriam Belchior e Esther Dweck, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, os ex-ministros Fernando Haddad e Guido Mantega, o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho e os economistas Eduardo Moreira e Laura Carvalho, além de Durigan e Moretti. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, foi convidado, mas não compareceu.
O debate ocorre em meio ao crescimento da dívida pública. Segundo o Banco Central, a dívida bruta do governo geral chegou a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro, o equivalente a R$ 11,1 trilhões. Em dezembro de 2022, o indicador estava em 71,7% do PIB.
A taxa de juros também integra o cenário analisado pelo governo. Na quarta-feira (4), o Comitê de Política Monetária manteve a Selic em 13,75% ao ano, após cinco reduções consecutivas.
Lula deverá fazer um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão no domingo (8). Segundo interlocutores do governo, a fala deve tratar da responsabilidade fiscal, da dívida pública e da continuidade dos programas sociais, sem anunciar medidas específicas de ajuste. As propostas em preparação serão voltadas ao mandato presidencial que começa em janeiro de 2027.




