Petrobras não deve distribuir dividendos extraordinários no curto prazo

Petrobras mantém a meta de dívida líquida em US$ 65 bilhões prevista no Plano de Negócios 2026/2030, mesmo diante de cotações mais baixas do Brent no mercado internacional.

A empresa estima que a dívida chegará a US$ 70 bilhões neste ano e recuará para US$ 65 bilhões em 2026. Com o barril do Brent projetado a US$ 63, a estatal poderá reduzir parte do endividamento já no ano seguinte. Caso o preço fique entre US$ 59 e US$ 60 por barril, a expectativa é de que a dívida líquida se mantenha estável.

Para alcançar esses números, a companhia afirma atuar em eficiência operacional e otimização de custos, com objetivo de convergir para cerca de US$ 67 bilhões no próximo ano e atingir os US$ 65 bilhões a partir de 2026, conforme o plano.

Sobre distribuição de dividendos extraordinários, a estatal sinaliza que a efetivação dependerá de fluxo de caixa operacional robusto e da manutenção da posição neutra da dívida, o que torna improvável a distribuição de dividendos extraordinários no curto prazo.

O Plano de Negócios 2026/2030 prevê investimentos de US$ 109 bilhões. Deste total, US$ 91 bilhões serão destinados a projetos em implantação — considerados mais maduros — e US$ 18 bilhões a projetos em avaliação. A avaliação desses projetos será revista a cada três meses para verificar viabilidade financeira e flexibilidade de execução.

Em termos de produção, a companhia projeta atingir 2,7 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) em 2028 e 3,4 milhões de barris equivalentes de óleo e gás por dia (boed) em 2028 e 2029. O aumento previsto decorre da implantação de oito novos sistemas de produção até 2030, sete dos quais já contratados, com destaque para ativos do pré-sal na Bacia de Santos.

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