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segunda-feira, maio 25, 2026

Fiocruz alerta que jovens têm maior risco de suicídio

Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta maior risco de suicídio entre jovens brasileiros em comparação à população geral. A taxa entre pessoas de 15 a 29 anos é de 31,2 por 100 mil habitantes, acima da média nacional de 24,7. Entre homens jovens, a taxa chega a 36,8 por 100 mil.

O informe destaca que a população indígena apresenta as taxas mais elevadas do país: 62,7 suicídios por 100 mil habitantes. No recorte por faixa etária, jovens indígenas do sexo masculino entre 20 e 24 anos registraram taxa de 107,9 por 100 mil. Mulheres indígenas de 15 a 19 anos tiveram taxa de 46,2 por 100 mil.

O 2º Informe Epidemiológico sobre a Situação de Saúde da Juventude Brasileira: Saúde Mental foi elaborado pela Agenda Jovem Fiocruz e pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz). A pesquisa analisou dados do Sistema Único de Saúde (SUS) sobre internações hospitalares, óbitos e atendimentos na atenção primária à saúde (APS), além de informações do Censo 2022 do IBGE. O período investigado foi 2022 a 2024 e o recorte populacional inclui pessoas de 15 a 29 anos.

Internações por transtornos mentais apresentaram predominância masculina. Homens jovens representaram 61,3% das internações, com taxa de 708,4 por 100 mil habitantes, 57% maior que a taxa feminina, de 450 por 100 mil. A taxa de internação entre jovens, no total, foi de 579,5 por 100 mil; entre 20 e 24 anos subiu para 624,8, e entre 25 e 29 anos alcançou 719,7 — valores superiores aos observados na população adulta acima de 30 anos (599,4).

Menos da metade dos jovens internados por questões de saúde mental deram continuidade a acompanhamento médico e psicológico após a alta hospitalar.

Quanto às causas de internação, o abuso de substâncias psicoativas foi a principal razão entre homens jovens, correspondendo a 38,4% dos casos. Desses, 68,7% envolveram abuso de múltiplas drogas; cocaína respondeu por 13,2% e álcool por 11,5%. Entre mulheres jovens, a depressão foi a principal causa de internação. No conjunto da juventude, transtornos por uso de drogas e transtornos esquizofrênicos tiveram peso semelhante nas internações, com 31% e 32%, respectivamente.

No atendimento em unidades de saúde da APS, apenas 11,3% das consultas de jovens tiveram como motivo a saúde mental, ante 24,3% na população geral.

O informe reforça a necessidade de atenção ao tema e a utilização de serviços de saúde para acolhimento e tratamento. Entre os serviços que podem ser procurados estão Centros de Atenção Psicossocial (Caps), Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h), SAMU (192), prontos-socorros e hospitais.

Também está disponível atendimento de apoio emocional e prevenção do suicídio pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece serviço gratuito e sigiloso 24 horas por dia pelo número 188, além de canais por e-mail, chat e VoIP.

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