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quarta-feira, janeiro 14, 2026

Mortes no país sobem 4,6% em 2024, maior alta fora do período pandêmico

O Brasil registrou quase 1,5 milhão de mortes em 2024, segundo a pesquisa Estatísticas do Registro Civil. O total representa aumento de 4,6% em relação a 2023 e fica 0,6% abaixo do patamar registrado em 2022, ano ainda marcado pelos efeitos da pandemia de covid-19.

O avanço de 4,6% entre 2023 e 2024 é o maior observado nos últimos 20 anos, quando excluídos os anos de emergência sanitária. Fora o período pandêmico, não houve aumento anual superior a 3,5%.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (10) e compilados a partir de registros coletados em mais de 8 mil cartórios.

Evolução anual do número de mortes
– 2019 (último ano antes da pandemia): 1,3 milhão
– 2020: 1,5 milhão
– 2021: 1,8 milhão
– 2022: 1,5 milhão
– 2023: 1,4 milhão
– 2024: 1,5 milhão

A pandemia resultou em mais de 700 mil mortes entre 2020 e 2023.

A pesquisa relaciona o aumento do total de óbitos ao crescimento e ao envelhecimento da população brasileira, processo que tende a elevar o número absoluto de mortes ao longo do tempo.

O levantamento do IBGE não detalha causas específicas de forma extensiva, mas o histórico de óbitos aponta doenças circulatórias — como problemas do coração — entre as principais causas. O Distrito Federal apresentou alta de 11,6% no número de mortes entre 2023 e 2024, com indicativos de aumento de óbitos atribuídos à dengue, situação que, segundo a pesquisa, demanda investigação com outras fontes para esclarecimento.

Em 2024, 90,9% das mortes foram por causas naturais. Causas não naturais — incluindo homicídios, suicídios, acidentes de trânsito, afogamentos e quedas acidentais — corresponderam a 6,9% dos óbitos. Em 2,2% dos registros, a causa não foi informada.

O levantamento também mostra diferença por sexo: nasceram 105 meninos para cada 100 meninas, enquanto, entre os mortos, a cada 100 mulheres falecidas havia 120 homens. Óbitos não naturais entre homens somaram 85,2 mil, 4,7 vezes mais que os 18 mil registrados entre mulheres. A maior disparidade ocorreu na faixa etária de 15 a 29 anos, em que a sobremortalidade masculina por causas não naturais foi 7,7 vezes superior à feminina.

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