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sábado, janeiro 17, 2026

Mercado corta previsão de inflação para 4,36% neste ano

A projeção do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, recuou de 4,4% para 4,36% para este ano, segundo o boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (15).

Para 2026 a estimativa passou de 4,16% para 4,1%. As previsões para 2027 e 2028 ficaram em 3,8% e 3,5%, respectivamente.

Essa foi a quinta redução semanal seguida, levando a previsão para dentro do intervalo da meta de inflação definido pelo Conselho Monetário Nacional (3% com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo, ou seja, entre 1,5% e 4,5%).

O IPCA de novembro ficou em 0,18%, influenciado pela alta nas tarifas aéreas. Em outubro o índice havia registrado 0,09%. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses alcançou 4,46%, dentro do intervalo de meta.

Taxa básica de juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano pela quarta reunião consecutiva. A decisão não veio acompanhada de indicação sobre o momento para início de cortes na taxa.

A Selic está em seu maior patamar desde julho de 2006, quando era de 15,25% ao ano. Após ter caído para 10,5% em maio do ano passado, a taxa voltou a subir a partir de setembro de 2024 e chegou a 15% na reunião de junho, nível mantido desde então.

Analistas projetam que a Selic cairá para 12,13% ao ano até o fim de 2026. As previsões para 2027 e 2028 são de 10,5% e 9,5% ao ano, respectivamente.

Aumento da Selic tende a conter demanda e encarecer crédito, enquanto cortes deixam o crédito mais barato e podem estimular produção e consumo, com impacto sobre a inflação.

PIB e câmbio

A previsão do mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano permaneceu em 2,25%.

Para 2026 a projeção ficou em 1,8%. As estimativas para 2027 e 2028 são de crescimento de 1,83% e 2%, respectivamente.

No segundo trimestre deste ano a economia brasileira cresceu 0,4%, puxada por serviços e indústria. Em 2024 o PIB avançou 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de expansão e a maior alta desde 2021, quando o crescimento foi de 4,8%.

A cotação do dólar prevista pelo mercado é de R$ 5,40 no fim deste ano e R$ 5,50 ao final de 2026.

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