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quinta-feira, janeiro 22, 2026

Produção científica do Brasil retoma crescimento em 2024

Após dois anos de retração, a produção científica do Brasil registrou crescimento em 2024, com mais de 73 mil artigos publicados. O número representa alta de 4,5% em relação a 2023, segundo relatório divulgado pela editora Elsevier em parceria com a agência de notícias científicas Bori.

Apesar da recuperação, a produção ainda não retornou ao pico de 2021, quando foram publicados 82.440 artigos.

O levantamento aponta também um aumento expressivo no número de pesquisadores que publicaram artigos na última década. Em 2004 havia 205 autores por milhão de habitantes; no ano passado esse indicador quase quintuplicou, alcançando 932 por milhão.

Os dados foram extraídos da base Scopus, que reúne mais de 100 milhões de publicações revisadas por pares de cerca de 7 mil editoras, abrangendo ciência, tecnologia, medicina, ciências sociais, artes e humanidades.

Por área do conhecimento, as ciências da natureza permanecem líderes em volume de publicações no Brasil, seguidas pelas ciências médicas. O maior crescimento em 2024 ocorreu nas engenharias e tecnologias, com alta de 7,1%.

O relatório analisou a produção de 32 instituições brasileiras que publicaram mais de mil artigos em 2024. Trinta e nove delas ampliaram sua produção, com destaque para as universidades federais de Pelotas, de Santa Catarina e do Espírito Santo. Em contrapartida, registraram queda a Universidade Federal de Goiás, a Universidade Estadual de Maringá e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Panorama internacional

Foram avaliados 54 países com produção anual superior a 10 mil artigos. Quase todos apresentaram crescimento de 2023 para 2024, com exceção da Rússia e da Ucrânia.

O estudo calcula também a taxa composta de crescimento ao longo de dez anos (2014–2024). Países de alta renda tendem a registrar aumentos anuais inferiores a 5%, enquanto nações de renda média e baixa, em processo de consolidação de seus sistemas de ciência e tecnologia, mostram índices mais elevados.

Entre os maiores avanços dos últimos dez anos estão Iraque, Indonésia e Etiópia. Entre os menores crescimentos aparecem França, Japão e Taiwan.

O Brasil figura na 39ª posição no ranking de crescimento, com desempenho semelhante ao de países desenvolvidos como Suíça e Coreia do Sul, mas o relatório aponta perda de fôlego nos anos recentes. Entre 2006 e 2014 a taxa chegou a ficar próxima de 12%, houve queda em 2016 e, desde então, uma trajetória de desaceleração. No período de dez anos encerrado em 2014, a taxa registrada foi de 3,4%.

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