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sábado, maio 2, 2026

Salários em fundações sem fins lucrativos superam os pagos por empresas

Fundações privadas e associações sem fins lucrativos (Fasfil) pagaram, em 2023, salários médios superiores aos praticados por empresas privadas, segundo levantamento do IBGE divulgado nesta quinta-feira (18).

Em 2023, os assalariados das Fasfil receberam, em média, R$ 3.630,71, equivalente a 2,8 salários mínimos. O valor do salário mínimo no ano-base da pesquisa foi de R$ 1.314,46. As empresas privadas pagaram, em média, 2,5 salários mínimos. A administração pública manteve o maior patamar: 4 salários mínimos em média.

A pesquisa utiliza dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre) e apresenta série iniciada em 2002. Por causa de mudança metodológica, os números de 2023 só são comparáveis aos de 2022.

Definição e abrangência
O recorte Fasfil inclui associações comunitárias, fundações privadas, entidades religiosas e instituições educacionais e de saúde sem fins lucrativos. Organizações como sindicatos, partidos políticos, condomínios e órgãos paraestatais (por exemplo, o chamado Sistema S) foram excluídas desse universo e tratadas separadamente como “entidades sem fins lucrativos”.

Número de organizações e emprego
Entre 2022 e 2023, o total de fundações privadas e associações sem fins lucrativos aumentou 4%, passando de 573,3 mil para 596,3 mil unidades. Esse conjunto representa aproximadamente 5% do total de organizações do país, que soma 11,3 milhões.

As Fasfil empregaram cerca de 2,7 milhões de pessoas, respondendo por 5,1% do emprego total no Brasil e por 5% da folha de pagamento agregada.

Remuneração média (em salários mínimos)
– Administração pública: 4,0 s.m.
– Fundações privadas e associações: 2,8 s.m.
– Entidades sem fins lucrativos (grupo à parte): 2,6 s.m.
– Entidades empresariais: 2,5 s.m.
– Total dos trabalhadores: 2,8 s.m.

Atividades e distribuição
A maior parte das Fasfil está ligada a atividades religiosas, que representam 35,3% do total (cerca de 210,7 mil instituições). Outras categorias contabilizadas pelo IBGE incluíram: cultura e recreação (89,5 mil), desenvolvimento e defesa de direitos (80,3 mil), associações patronais e profissionais (69,5 mil), assistência social (54 mil), educação e pesquisa (28,9 mil) e habitação (626). Há ainda 49,1 mil organizações em outras atividades.

Setores que mais empregam
A área da saúde foi a principal empregadora dentro das Fasfil, concentrando 41,2% dos postos — cerca de 1,1 milhão de ocupações. Educação e pesquisa responderam por 27,7% dos empregos, seguidas por assistência social com 12,7%.

Perfil de gênero e desigualdade salarial
As mulheres representam 68,9% dos assalariados nas Fasfil, proporção superior à observada no conjunto das organizações do país (45,5%). Na educação infantil, a presença feminina chega a 91,7%. Apesar da maioria feminina no setor, houve diferença salarial: o rendimento médio das mulheres nas Fasfil foi 19% inferior ao dos homens.

Porte das organizações
Em média, cada fundação ou associação sem fins lucrativos tinha 4,5 empregados. A ampla maioria (85,6%) não declarava empregados formais. Apenas 0,7% das Fasfil contavam com 100 ou mais trabalhadores.

As atividades com maior número médio de assalariados por instituição foram hospitais (269,7), estabelecimentos de saúde em geral (132,5), ensino superior (73,9) e ensino médio (73,8). As organizações religiosas registraram o menor porte médio, com 0,6 assalariado por unidade.

Fonte: IBGE (Pesquisa sobre Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos), dados de 2023, com comparação apenas a 2022 devido a mudança metodológica.

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