O prazo de 60 dias previsto na Resolução dos Poderes de Guerra dos Estados Unidos termina nesta sexta-feira (1º), e a administração Trump sustenta que o conflito com o Irã está suspenso em razão de um cessar-fogo negociado em 7 de abril.
A posição foi apresentada pelo secretário de Defesa em audiência no Comitê de Serviços Armados do Senado na quinta-feira (30). Segundo a legislação de 1973, o prazo de 60 dias pode ser prorrogado por mais 30 dias se o presidente certificar por escrito ao Congresso a existência de uma necessidade militar inevitável para a segurança das Forças Armadas dos EUA.
Senadores democratas contestaram a interpretação do governo sobre a suspensão do prazo e apontaram potenciais implicações jurídicas caso o relógio expire sem autorização do Legislativo. Parlamentares do partido e alguns republicanos passaram a cobrar que o Executivo solicite formalmente a prorrogação e apresente justificativas.
Pelo menos seis propostas para limitar ou bloquear a ação militar foram rejeitadas no Congresso pela maioria republicana. Na votação do Senado desta quinta-feira, uma resolução com esse objetivo foi derrotada por 50 votos a 47, após adesões pontuais de senadores republicanos contrários à posição da liderança.
A Casa Branca e líderes republicanos têm afirmado que os Estados Unidos não estão em guerra com o Irã, enquanto membros da oposição e grupos jurídicos indicam que a disputa sobre os poderes presidenciais pode seguir para a Justiça.
Pesquisas de opinião indicam que mais de 60% da população norte-americana se opõe a uma guerra contra o Irã. O tema ganhou peso também pelo impacto econômico: a média do preço do galão de gasolina nos EUA estava em US$ 4,39 nesta sexta-feira, de acordo com o portal especializado AAA Fuel Prices, alta de 34% em relação ao ano anterior e com picos de US$ 6,06 em estados como a Califórnia. Esses níveis representam os maiores preços do combustível em cerca de quatro anos.




