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quinta-feira, abril 30, 2026

Funcionamento do corpo humano fica comprometido acima de 35°C

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que a onda de calor que elevou as temperaturas na semana do Natal no Rio de Janeiro, em São Paulo e em outros seis estados do Sudeste, Centro-Oeste e Sul deve se estender até segunda-feira (29). Para essas áreas, o Inmet emitiu aviso vermelho — categoria de grande perigo — quando a temperatura fica 5°C acima da média por mais de cinco dias, com alta probabilidade de risco à vida, danos e acidentes.

O calor extremo, associado às mudanças climáticas, representa risco significativo à saúde. A falência térmica — quadro grave que exige atendimento médico imediato — é identificada por sinais como confusão mental, pele quente e seca e temperatura corporal acima de 40°C. Em situações de calor intenso, o corpo aumenta a sudorese, eleva a frequência cardíaca e dilata vasos sanguíneos; esses mecanismos têm limite e, quando falham, pode ocorrer colapso térmico.

Pessoas com doenças crônicas são mais vulneráveis. Hipertensão, insuficiência cardíaca, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e doença renal crônica têm risco agravado durante ondas de calor. Além disso, medicamentos como diuréticos, anti-hipertensivos, antidepressivos, anticolinérgicos e antipsicóticos podem prejudicar a regulação térmica e aumentar a exposição a complicações.

As altas temperaturas também prejudicam o sono, afetam o humor, elevam a irritabilidade e reduzem a produtividade, interferindo na memória e na capacidade de tomar decisões rápidas.

Recomendações práticas
– Evitar exposição solar entre 10h e 16h.
– Priorizar ambientes ventilados e, quando possível, usar ar-condicionado ou ventiladores, sem exagerar na regulagem para evitar choque térmico.
– Usar roupas leves e de cores claras.
– Evitar exercícios físicos nas horas mais quentes.
– Trabalhadores que precisam permanecer ao ar livre (construção civil, entregas, coleta de lixo) devem fazer pausas frequentes durante o período de maior calor.
– Manter hidratação adequada; evitar consumo de álcool, que favorece desidratação.
– Ter cuidado com banhos muito gelados, que podem provocar efeito rebote térmico.
– Conhecer números de emergência e pontos de atendimento; para acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), ligar 192.

Evidências sobre mortalidade
Uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), divulgada em fevereiro de 2025, relacionou as altas temperaturas ao aumento da mortalidade no Rio de Janeiro. O estudo, que analisou mais de 800 mil óbitos entre 2012 e 2024, apontou risco maior entre idosos e pessoas com condições como diabetes, hipertensão, Alzheimer, insuficiência renal e infecções do trato urinário.

As orientações práticas acima constam em materiais de agências internacionais e hospitais que acompanham casos de emergência ligados ao calor.

Em resumo: diante do aviso vermelho do Inmet, é recomendável reduzir a exposição ao calor, proteger moradores e trabalhadores vulneráveis, e procurar atendimento médico imediato diante de sinais de falência térmica.

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