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quinta-feira, janeiro 15, 2026

Governo do Estado e Ministério do Meio Ambiente definem estratégias para a COP15 em Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul sediará a COP15 da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS). O encontro acontecerá em Campo Grande entre 23 e 29 de março de 2026 e deve reunir mais de 5 mil representantes de cerca de 100 países.

A conferência terá a participação de governos, cientistas, povos indígenas, comunidades tradicionais e organizações da sociedade civil. A pauta central será a conservação das milhares de espécies migratórias que atravessam fronteiras internacionais.

Para a preparação do evento, o governador Eduardo Riedel participou, nesta terça-feira (23), de uma reunião virtual com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e equipes do ministério. Representaram o governo estadual os secretários Jaime Verruck (Semadesc) e Rodrigo Perez (Segov), além do secretário‑adjunto Artur Falcette (Semadesc).

O governo do estado constituiu uma força‑tarefa para articular ações intersetoriais, envolvendo áreas como turismo, segurança pública, a Semadesc, que coordena o projeto no Estado, e a Segov. Na reunião foram avaliados os processos em andamento e os passos ainda necessários para a organização da COP15.

A realização do evento no Brasil marca a primeira vez que a CMS será sediada no país, oferecendo oportunidade para exposição das práticas de conservação e sustentabilidade adotadas, incluindo ações relacionadas ao Pantanal.

O Brasil é parte da CMS desde 2015 e conta com legislação nacional e participação em acordos internacionais que contribuem para a proteção da biodiversidade migratória. Essas medidas beneficiam espécies ameaçadas ao integrar redes de conservação e promover cooperação regional no âmbito da convenção.

As seis unidades de bioma do país abrigam diversas espécies migratórias, como onça‑pintada, morcego‑de‑cauda‑livre‑mexicano e falcão‑peregrino. Também ocorrem no território brasileiro tubarões, arraias, peixes migratórios de água doce, tartarugas, numerosas espécies de aves, morcegos, pequenos cetáceos, baleias e outros mamíferos marinhos.

Espécies migratórias percorrem grandes distâncias e diferentes ecossistemas, desempenhando papel essencial para a manutenção da biodiversidade, o equilíbrio ecológico e como indicadores da saúde ambiental.

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