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quarta-feira, junho 24, 2026

Dólar sobe para R$ 5,20 e atinge maior valor em três meses

Em um pregão marcado por cautela nos mercados, o dólar fechou em alta nesta quarta-feira (24) e alcançou o maior patamar em quase três meses. Ao mesmo tempo, a Bolsa brasileira encerrou o dia em queda, pressionada principalmente pelas ações de petroleiras e mineradoras.

A moeda americana avançou 0,28% e terminou cotada a R$ 5,202, depois de tocar R$ 5,22 na máxima do dia. Foi a segunda valorização consecutiva e o maior fechamento desde 30 de março.

O movimento foi influenciado pelas expectativas de juros mais elevados nos Estados Unidos, em meio a sinais de pressão inflacionária na economia do país. O mercado aguarda a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE), indicador acompanhado de perto pelo Federal Reserve.

No exterior, o dólar também mostrava força. O índice DXY, que compara a moeda americana a uma cesta de divisas fortes, operava próximo dos níveis mais altos em mais de um ano, com avanço acumulado de cerca de 3% em 2024.

No Brasil, a diferença entre as perspectivas para os juros americanos e os brasileiros tem reduzido o apelo do chamado carry trade, estratégia que se beneficia do contraste entre taxas mais altas no país e juros menores nos Estados Unidos.

Na Bolsa, o Ibovespa recuou 0,44% e terminou aos 170.506 pontos, após três altas seguidas. O índice chegou a subir no início do pregão, mas perdeu força ao longo do dia com o desempenho negativo de papéis ligados a commodities.

A queda do petróleo teve impacto direto sobre as empresas do setor, enquanto a valorização do dólar pressionou também os metais básicos. Bancos contribuíram para o resultado negativo, embora ações mais ligadas ao consumo interno tenham avançado com a redução dos juros futuros.

O mercado também acompanhou sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, além da retomada gradual do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz. Esse alívio nas tensões geopolíticas reduziu o prêmio de risco embutido no petróleo e afetou as ações de empresas do setor de energia.

O petróleo caiu pelo terceiro dia seguido e fechou no menor nível desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã. O Brent para setembro, referência para a Petrobras, recuou 3,81% e terminou a US$ 73,87 por barril. Já o WTI para agosto caiu 3,92%, para US$ 70,34, após ter operado abaixo de US$ 70 ao longo do dia.

A queda refletiu a percepção de maior oferta global e a avaliação de que o risco de interrupção no fornecimento pelo Estreito de Ormuz diminuiu. Ainda assim, investidores seguem atentos à evolução das negociações e aos próximos dados da economia americana.

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