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quarta-feira, março 4, 2026

Vendas do Tesouro Direto atingem R$ 6,2 bilhões em novembro

As vendas de títulos pelo Tesouro Direto somaram R$ 6.193 bilhões em novembro. Os resgates totalizaram R$ 3.367 bilhões, divididos entre R$ 3.058 bilhões em recompras antecipadas e R$ 308,8 milhões em vencimentos. Com isso, as emissões líquidas alcançaram R$ 2.826 bilhões no mês, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta sexta-feira (26).

Os papéis atrelados à taxa Selic foram os mais negociados, representando 57,4% das vendas. Títulos corrigidos pelo IPCA responderam por 31,9% e os prefixados por 10,7%.

A preferência por títulos vinculados à Selic acompanha a elevação da taxa básica de juros, que subiu de 10,5% ao ano, até setembro do ano passado, para 15% ao ano, tornando esses títulos mais atrativos.

O estoque total do programa atingiu R$ 205,4 bilhões ao fim de novembro, alta de 2,2% em relação a outubro (R$ 201 bilhões) e de 36,2% em 12 meses (R$ 150,8 bilhões).

Novos investidores e perfil das operações
Em novembro, 204.152 novos participantes se cadastraram no Tesouro Direto, elevando o total para 33.970.911 investidores, alta de 11,2% em 12 meses. O número de investidores ativos — com aplicações em aberto — chegou a 3.309.305, aumento de 19,2% no ano; houve 51.511 ativos a mais no mês.

Operações de pequeno porte dominaram as movimentações: 81,6% das 802.806 vendas foram de até R$ 5 mil. Aplicações de até R$ 1 mil corresponderam a 59,3% do total. O valor médio por operação foi de R$ 7.715,21.

Quanto aos prazos escolhidos, 42% das vendas referiram-se a títulos com vencimento em até cinco anos; outros 42,3% a papéis entre cinco e dez anos; e 15,7% a títulos com prazo superior a dez anos.

Contexto e funcionamento
Criado em janeiro de 2002, o Tesouro Direto permite que pessoas físicas comprem títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, pela internet, sem intermediação de agentes financeiros. A custódia é feita pela B3, que cobra uma taxa semestral dos investidores.

A venda de títulos é uma das maneiras pelas quais o governo capta recursos para pagar dívidas e compromissos. O Tesouro devolve o valor investido acrescido de retorno concordante com o tipo de título — atrelado à Selic, à inflação, ao câmbio ou a uma taxa prefixada.

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