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quarta-feira, março 4, 2026

Calor provoca 2,6 mil atendimentos de emergência no Rio de Janeiro

As altas temperaturas que atingem o estado do Rio de Janeiro desde meados de dezembro pressionaram a rede de urgência e emergência. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) informou que as 27 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) estaduais registraram 2.624 atendimentos relacionados à exposição excessiva ao calor entre 14 de dezembro de 2025 e 2 de janeiro de 2026.

O Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde enviou alerta aos 92 municípios do estado diante do quadro de calor extremo, que já se mantinha antes do Natal. O maior fluxo diário de casos ocorreu em 26 de dezembro, com 193 atendimentos. Outros picos foram em 21/12 (192), 16/12 (188), 30/12 (180) e 31/12 (134).

As UPAs estaduais mantêm pontos públicos de hidratação durante todo o ano, medida considerada essencial para reduzir quadros de desidratação e insolação. A SES-RJ também orientou a reforçar a classificação de risco com base em sintomas como dor de cabeça, tontura, náuseas, pele quente e seca, pulso acelerado, temperatura corporal elevada, confusão mental, taquicardia e desidratação. Em caso de sinais compatíveis com insolação ou desidratação, a recomendação é iniciar hidratação oral imediatamente, com atenção especial a idosos, crianças e trabalhadores expostos ao sol por longos períodos.

O levantamento apontou as UPAs com maior demanda no período. A UPA Botafogo registrou 152 atendimentos, seguida por Fonseca e Realengo (147 cada). Em seguida vêm Ricardo de Albuquerque (143), Irajá (140) e Campo Grande (136). Copacabana (121), Marechal Hermes e Tijuca (120 cada) e Campos dos Goytacazes (118) completam as dez unidades mais procuradas. Essas dez UPAs concentraram 1.344 atendimentos, mais da metade do total estadual.

Entre os sintomas mais frequentes aparecem náuseas (1.608 registros), dor de cabeça (1.555) e temperatura corporal elevada (1.441 ocorrências).

Os dados constam do Monitora RJ, plataforma que agrega painéis de vigilância em saúde e inclui um sistema específico para monitoramento de ondas de calor. O painel classifica o excesso de calor em quatro níveis — sem excesso, leve, severo ou extremo — e apontou nível severo para a cidade do Rio de Janeiro e outras localidades do estado nos últimos dias.

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