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sexta-feira, abril 10, 2026

Manifestação na Cinelândia, no Rio, contra o sequestro de Nicolás Maduro

Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, reuniu na tarde desta segunda-feira (5) centenas de manifestantes contrários à ação militar dos Estados Unidos em Caracas e ao que foi descrito como o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, ocorrido no último sábado (3).

O protesto foi organizado pela Frente de Esquerda Anti-imperialista em Solidariedade à Venezuela, bloco formado por cerca de 50 entidades. Participaram venezuelanos residentes no Brasil e no exterior, além de apoiadores de movimentos políticos e sociais.

Autoridades norte-americanas anunciaram, no sábado, uma operação militar em Caracas que resultou na detenção de Maduro e de sua esposa, com destino a uma prisão em Nova York, segundo comunicados dos Estados Unidos. O presidente venezuelano passou por audiência em uma corte nova-iorquina na segunda-feira (5) e se declarou inocente das acusações apresentadas pelo governo dos EUA.

As acusações contra Maduro incluem narcoterrorismo, tráfico de drogas para os Estados Unidos, posse e conspiração para obtenção de armas automáticas, conforme documentos judiciais divulgados pelas autoridades norte-americanas.

No ato na Cinelândia, estiveram presentes membros da comunidade venezuelana no Brasil, migrantes que vivem no país há anos, estudantes, profissionais de diversas áreas e representações políticas. Entre os inscritos na mobilização havia artistas e ativistas que se deslocaram ao local para demonstrar apoio à Venezuela.

Dados oficiais apontam que cidadãos venezuelanos formam o maior grupo de imigrantes no Brasil, com cerca de 200 mil pessoas entre aproximadamente 1 milhão de estrangeiros no país, segundo o IBGE. Informações do Subcomitê Federal para Acolhimento e Interiorização de Imigrantes em Situação de Vulnerabilidade indicam que, entre abril de 2018 e novembro de 2025, mais de 115 mil venezuelanos receberam apoio do Estado brasileiro para regularização e fixação de residência; desse total, 3.290 foram acolhidos no Rio de Janeiro.

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