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terça-feira, março 3, 2026

Arrecadação do governo federal atinge recorde de R$ 2,89 trilhões em 2025

A arrecadação da União com impostos e outras receitas bateu recorde em 2025, totalizando R$ 2,89 trilhões, segundo dados divulgados pela Receita Federal com os resultados de dezembro.

Em termos reais, já descontada a inflação pelo IPCA, a alta anual foi de 3,75%. O resultado de dezembro foi de R$ 292,72 bilhões, avanço real de 7,46% sobre o mesmo mês de 2024.

Os números incluem tributos federais como Imposto de Renda de pessoas físicas e jurídicas, receita previdenciária, IPI, IOF, PIS/Cofins, além de receitas por royalties e depósitos judiciais, que não são apurados diretamente pela Receita, mas integram o total.

As receitas administradas pela Receita Federal somaram R$ 2,76 trilhões em 2025, aumento real de 4,27%. Em dezembro, a arrecadação administrada alcançou R$ 285,21 bilhões, crescimento real de 7,67%.

A comparação com 2024 é afetada por eventos não recorrentes e mudanças legislativas. Em 2024 houve recolhimento extraordinário de R$ 13 bilhões relacionado ao IRRF sobre rendimentos de capital (fundos exclusivos), que não se repetiu em 2025. Também ocorreram recolhimentos atípicos de IRPJ e CSLL: R$ 4 bilhões em 2024 e R$ 3 bilhões em 2025. Excluídos esses pagamentos atípicos, o crescimento real no acumulado do ano teria sido de 4,82%.

Destaques setoriais e fiscais em 2025:

– Serviços: crescimento de 2,72% entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, principal motor da arrecadação do ano.
– Indústria: produção praticamente estável, com alta de 0,17% no período.
– Importações (valor em dólar): aumento de 2,11% no acumulado.
– Massa salarial: expansão de 10,9%.
– Venda de bens: recuo de 0,16%.

O IOF registrou arrecadação de R$ 86,48 bilhões em 2025, alta de 20,54% ante 2024. Em junho, houve aumento da cobrança sobre algumas operações de crédito por meio do Decreto 12.499/2025, medida que depois foi revogada.

A arrecadação previdenciária ficou em R$ 737,57 bilhões, avanço de 3,27%, puxada pelo aumento da massa salarial. PIS/Cofins somaram R$ 581,95 bilhões, alta de 3,03%, com impacto relevante do desempenho das instituições financeiras e da tributação sobre serviços de apostas online. A receita proveniente das casas de apostas virtuais passou de R$ 91 milhões para quase R$ 10 bilhões no ano, aumento superior a 10.000%.

Tributos sobre comércio exterior cresceram 9,49% em termos reais, e a arrecadação sobre rendimentos de residentes no exterior teve avanço de 12,91%. Ao mesmo tempo, a arrecadação de IRPJ/CSLL e do IPI registrou ganho modesto de 1,27%, refletindo a atividade industrial praticamente estável.

Apesar do recorde anual, a tendência aponta para uma desaceleração associada ao desempenho do setor industrial e das vendas de bens.

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